Balanço de 2016: Sperafico lamenta crise nacional e injustiças sofridas



O ano de 2016 ficará na história como um dos piores períodos deste século, sob diversos aspectos, para o bem-estar do povo brasileiro e o desenvolvimento do País, na avaliação do deputado federal Dilceu Sperafico.

Enfrentando uma das piores crises econômicas, institucionais, fiscais, sociais e morais dos tempos modernos, segundo ele, a população, os setores produtivos e os agentes públicos chegam ao final do ano entre temerosos, indignados, perplexos, frustrados e desiludidos, com relação ao presente e ao futuro imediato, individual e coletivo.

“Muitas pessoas honestas, trabalhadoras e cumpridoras de suas obrigações não entendem o que está acontecendo com o Brasil e com suas vidas, pois depois de tanto discurso sobre avanços sociais, se descobriu que o País enfrentava um dos maiores escândalos de corrupção do mundo, com a deterioração da ética, da responsabilidade, da dignidade e da confiança entre boa parcela da população”, avalia o parlamentar.

Segundo ele, é profundamente lamentável ver agentes públicos, desde ex-presidentes da República, governadores, ex-governadores,  senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos e vereadores, além de empresários, servidores públicos e cidadãos anônimos,  denunciados, investigados, processados, presos ou ameaçados de prisão, sob a acusação dos mais diferentes crimes, contra o patrimônio público e/ou privado ou à vida de seus semelhantes.

“Para nós, como parlamentar e cidadão, foi um ano difícil e até mesmo triste, pois chegamos ao final do período ouvindo e falando de desvios de bilhões de reais dos cofres públicos e preocupados com a superlotação do sistema prisional brasileiro, parecendo que o País foi  dominado pela bandidagem, além de sofrer o desemprego e a queda da qualidade de vida da população, diante de derrocada inaceitável”, lamenta.

Segundo ele, não bastassem as irregularidades mais do que comprovadas e muitas delas já punidas, existem as ações e manifestações de pessoas mal informadas ou mal intencionadas, que nivelam todos dentro criminalidade e cometem graves injustiças, ao generalizar seus conceitos de culpa ou comportamento, .

“É muito perigoso para o regime democrático e o futuro da Nação a versão de que todos os políticos são todos ladrões e os únicos responsáveis pela degradação da econômica, moral e social do País, pois como todos os grupos humanos, a atividade pública tem entre seus membros pessoas desonestas e mentirosas, mas também decentes e responsáveis”, alerta.

Segundo ele, o mesmo ocorre com desfiguração da imagem do Congresso Nacional e até do Poder Judiciário, pois a desmoralização das instituições públicas representa risco muito grande para a democracia ainda frágil e a preservação dos direitos elementares do ser humano, além de ser estratégia conhecida de ditadores para assumir o poder, após dividir a sociedade e desmoralizar os órgãos constituídos.

“Prova disso é que enquanto para uns o juiz Sérgio Moro é um herói,  para outros trata-se de bandido, como acontece com muitos dos corruptos já identificados, processados e até condenados, mas que são apontados como vítimas de golpe, de perseguição do Judiciário e Ministério Público e outros absurdos, por parte de seus companheiros de quadrilha ou de  ideologia”, destaca Sperafico.

Nesta confusão, segundo ele, muitas vezes pessoas desinformadas ou movidas por interesses escusos distorcem os fatos, fazendo acusações indevidas a cidadãos e lideranças que sempre condenaram a corrupção e defenderam as instituições, embora sem abrir mão da preservação da função de legislar com independência e tomar decisões com autonomia, como a Constituição garante ao Congresso Nacional.

“Apesar da crise, das injustiças e todas as dificuldades, continuamos e vamos sempre lutar por recursos para os municípios, especialmente para a saúde e educação, defender o municipalismo e o agronegócio, honrar a confiança de nossos apoiadores, cumprir os compromissos assumidos com a população e manter postura conhecida da população há mais de 20 anos”, afirma o parlamentar.

“Da mesma forma, desejamos a todos um Natal de muita paz, harmonia e confraternização e um Ano Novo de muita fé, esperanças renovadas e merecida prosperidade, pois se 2016 não foi um ano bom, devemos fazer a nossa parte para que 2017 seja melhor em todos os sentidos, para nós mesmos, nossas famílias, nossas comunidades e nosso País”, acrescenta o parlamentar.

Prova das injustiças sofridas, segundo Sperafico, foram faixas exibidas em manifestação de apoio à Operação Lava-Jato e contra a corrupção, acusando-o de causar “vergonha” em suas posições políticas, quando sempre elogiou e apoiou o trabalho da Justiça e da Polícia Federal nas investigações dos desvios de recursos públicos, em declarações públicas e privadas e em votações na Câmara dos Deputados.

Para quem duvida dessa distorção, segundo ele, vale a pena reproduzir nota oficial da Câmara dos Deputados, expondo as 10 decisões tomadas pela maioria dos parlamentares, em votações recentes, sobre corrupção e outras ilegalidades: “1. Não se falou em anistia; 2. Todos os votos foram nominais; 3. Corrupção virou crime hediondo; 4. Aumentaram as penas para os crimes de corrupção; 5. Foi acelerado o processo com a inibição de recursos protelatórios; 6. Caixa dois virou crime; 7. Foram equilibradas as forças de acusação e defesa; 8. Foram valorizados os advogados; 9. Foi reafirmado o princípio de que todos são iguais perante a lei; e 10. Houve avanços no combate à corrupção”.

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