Crise na suinocultura em debate na FPA e na Capadr



A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados discutiu nesta terça-feira, em Brasília, a crise na suinocultura brasileira. “Estamos preocupados com o futuro. Sou produtor e suinocultor. Eu vejo a dificuldade, mas também vislumbro os caminhos para sairmos dela. Nós temos que amadurecer o setor”, ressaltou o deputado federal Adilton Sachetti (PSB-MT), membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Participaram da audiência pública Wilson Araújo, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Nilo de Sá, diretor executivo da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) representada no evento pelo ex-ministro da Agricultura Francisco Turra, além de representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Deputados da FPA comparecem em peso.

Além da discussão sobre as cotações de milho, soja e preço do suíno vivo, também foram debatidos o recente aumento nos custos com energia elétrica, mão de obra e combustíveis. Tudo isso, somado à perda de poder aquisitivo do consumidor brasileiro, que deverá agravar a situação financeira do setor em 2016 e se estender por 2017. Ao meio-dia, os representantes da suinocultura estiveram na reunião-almoço da FPA da qual participou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

Os suinocultores não podem só esperar que o governo resolva os problemas. “A crise está aí em vários outros setores. Temos que ter uma mentalidade, por exemplo, de comprar milho antecipadamente, como produtores de outros países fazem. Entendo que o governo pode ajudar nesse sentido, criando uma política de estímulo à compra antecipada. Aí está a chave para essa situação que vivemos hoje”, completou Sachetti.

Segundo o deputado, se o suinocultor alicerçar o produtor de milho, os dois terão segurança para produzir. “Não se pode esperar que o milho caia e que a safra quebre para se comprar milho barato. Isso é inadmissível. Então, temos que pensar no mercado futuro, onde um lado vai ter um produto com preço combinado e o outro vai ter uma renda mínima para produzir. Os dois saem ganhando”, finalizou Sachetti.

Com Imprensa Dep. Federal Adilton Sachetti – PSB/MT

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