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	<title>Notícias &#8211; Agência FPA</title>
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	<description>Comunicação da Frente Parlamentar da Agropecuária</description>
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	<title>Notícias &#8211; Agência FPA</title>
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		<title>Custo das renegociações deve ser próximo a R$ 65 bi e não traz impacto fiscal ao governo</title>
		<link>https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/06/18/custo-das-renegociacoes-deve-ser-proximo-a-r-65-bi-e-nao-traz-impacto-fiscal-ao-governo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação FPA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 17:52:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política Agrícola]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As projeções apresentadas pelo Ministério da Fazenda sobre o impacto do projeto de lei 5.122/2023 estão superestimadas. Um levantamento feito pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), utilizando as mesmas premissas pelo governo, mostra que o custeio das operações de renegociação não devem passar de R$ 65 bilhões nos próximos 13 anos.  Os problemas com as [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">As projeções apresentadas pelo Ministério da Fazenda sobre o impacto do projeto de lei <a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/169796">5.122/2023</a> estão superestimadas. Um levantamento feito pela Frente Parlamentar da Agropecuária (</span><a href="https://fpagropecuaria.org.br/"><span style="font-weight: 400">FPA</span></a><span style="font-weight: 400">), utilizando as mesmas premissas pelo governo, mostra que o custeio das operações de renegociação não devem passar de R$ 65 bilhões nos próximos 13 anos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os problemas com as contas apresentadas pela Fazenda começam na estimativa da dívida rural passível de ser renegociada. Conforme dados do Banco Central, a carteira de crédito rural em abril deste ano foi de R$ 895,2 bilhões. Além desse valor, há outros R$ 274 bilhões que correspondem a CPRs no mercado privado (não bancário) e R$ 57 bilhões em CPRs que estão no mercado financeiro, mas não no crédito rural. Ao todo, a carteira de crédito agropecuário soma R$ 1,2 trilhão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com o levantamento da FPA, cerca de R$ 256 bilhões seria a carteira problemática — que inclui contas em atraso, inadimplentes, renegociadas e prorrogadas. Esse montante é tratado como atípico já que é fruto dos choques causados por problemas climáticos e tensões geopolíticas, principalmente, entre os anos de 2024 e 2026. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A renegociação desse montante não ocorrerá de forma automática. Os critérios para participar do programa garantem que nem toda dívida entre na renegociação, como a obrigação de no mínimo duas perdas de safra entre 2019 e 2025 e prejuízo de no mínimo 30% da renda bruta esperada para essas safras. Um laudo técnico será exigido, conforme previsto no texto. </span></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large wp-image-32652 aligncenter" src="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/Arte-levantamento-FPA-1024x575.jpeg" alt="Arte levantamento FPA" width="1024" height="575" srcset="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/Arte-levantamento-FPA-1024x575.jpeg 1024w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/Arte-levantamento-FPA-300x168.jpeg 300w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/Arte-levantamento-FPA-768x431.jpeg 768w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/Arte-levantamento-FPA-750x421.jpeg 750w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/Arte-levantamento-FPA.jpeg 1099w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outro ponto considerado pela projeção da FPA é o grau de alcance de uma medida de repactuação. Em média, outros programas de renegociação tiveram um nível de execução de 40% em um cenário otimista. Isso quer dizer que, do total da dívida passível de renegociação nesses programas, apenas 40% foram de fato renegociados. Essa perspectiva também foi ignorada nos cálculos do Ministério da Fazenda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Considerando esse desempenho, o montante renegociável cairia para aproximadamente R$ 100 bilhões. Em relação ao todo da carteira de crédito agropecuário, o valor representa 8,3% &#8211; distante dos quase 17% apontados pelo Executivo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O volume, inclusive, está mais alinhado com o que o ministro da Fazenda, Dario Durigan, externou em audiência pública na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (17), mas longe dos R$ 300 bilhões colocados na explicação da pasta. &#8220;Vou pegar os dados do Banco do Brasil, o banco que mais faz operações de crédito com o agro brasileiro. Historicamente, a gente tinha uma inadimplência mais baixa de 1% a 2%. Nós estamos hoje com uma inadimplência de 5% a 6%, aumentou a inadimplência do agro&#8221;, disse o ministro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para o cálculo final do custeio das operações de renegociação, a FPA usou as mesmas premissas adotadas pela pasta:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">taxa Selic de 13,5% em 2027, 11,0% em 2028, 10,0% em 2029 e 2030, 9,5% em 2031 e 2032 e 9,0% de 2033 a 2039;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">taxa de juros da linha especial variando entre 3,5% e 7,5% ao ano, conforme o porte do produtor;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">distribuição dos recursos sendo 15% para os agricultores familiares, 30% para os médios produtores e 55% para os demais produtores;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">spread de 4% ao ano;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">prazo de três anos de carência mais 10 anos para pagamento.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400">Mesmo assim, o valor do custeio ficou em R$ 63,4 bilhões — R$ 65 bilhões se houver uma alteração na distribuição dos recursos, dando mais peso para os agricultores familiares. No ano de pico, o custeio seria de R$ 11,2 bilhões, abaixo dos R$ 22,4 bilhões estimados pela equipe econômica do governo. </span></p>
<h2><b>Projeto é autorizativo e não impõe valores</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Além da memória de cálculo apresentada pela FPA, a bancada tem criticado a omissão do governo ao não considerar que o projeto de lei é de caráter autorizativo. Isto quer dizer que não impõe um limite que deverá ser disponibilizado para renegociar as dívidas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“É um texto autorizativo de um dinheiro que não impacta nas receitas primárias do governo para atender, justamente, o setor primário da economia, que tem relação direta com inflação e exportação”, lembrou o coordenador da Comissão de Direito de Propriedade da FPA, </span><a href="https://www.camara.leg.br/deputados/178871"><span style="font-weight: 400">deputado Evair de Melo</span></a><span style="font-weight: 400"> (Republicanos-ES).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Na redação do projeto, está previsto que o Executivo é quem irá calibrar o tamanho da linha especial. Isso dá autonomia para o governo acomodar possíveis despesas orçamentárias. </span></p>
<h2><b>Superávit primário não deverá ser impactado</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Outra discussão que a pasta da Fazenda coloca é de que haveria impacto fiscal. Porém, na própria nota de divulgação dos valores, o Ministério reconhece que não haverá impacto no superávit primário com o uso dos recursos do Fundo Social. Também estão nas fontes os fundos constitucionais do Centro-Oeste (FCO), do Nordeste (FNE) e do Norte (FNO), além do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Na avaliação da FPA, o uso dos fundos constitucionais minimiza o custo e garante que a Lei de Responsabilidade Fiscal seja seguida. Isso porque as despesas não seriam primárias, mas sim do superávit dos fundos. Uma parcela do custeio para a equalização recairia sobre o Tesouro, mas isso pode ser equacionado pelo governo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Não tem um centavo de recurso primário se o governo não quiser utilizar. Ele pode utilizar recursos dos fundos. O governo não compreendeu nada do 5.122, porque não tem nenhum centavo de recurso primário e não pode causar declínio fiscal”, disse o coordenador institucional da FPA, </span><a href="https://www.camara.leg.br/deputados/160559"><span style="font-weight: 400">deputado Alceu Moreira</span></a><span style="font-weight: 400"> (MDB-RS).</span></p>
<h2><b>Projeto é resultado da negligência com o Seguro Rural</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">No levantamento da FPA, a bancada demonstra que o atual cenário de endividamento rural também é consequência da omissão do governo em relação ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). No último ano, a área segurada pelo programa correspondeu a apenas 3,27% da área plantada no país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Para os parlamentares, se a política de seguro rural estivesse devidamente estruturada, o custo para prevenir perdas seria uma fração do valor hoje discutido em medidas de renegociação. O alerta se torna ainda mais grave diante do bloqueio de R$ 461,7 milhões no orçamento do PSR, anunciado na última semana, o que reduz a capacidade de proteção dos produtores justamente em um momento de crise no campo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“A tentativa agora é de levar os cálculos aos líderes partidários, além do presidente da Câmara dos Deputados, <a href="https://www.camara.leg.br/deputados/160674">Hugo Motta</a> (Republicanos-PB), para votar a matéria que permitirá, se aprovada, o acesso dos inadimplentes ao Plano Safra 2026/2027”, disse </span><a href="https://www.camara.leg.br/deputados/204395"><span style="font-weight: 400">Pedro Lupion</span></a><span style="font-weight: 400"> (Republicanos-PR), presidente da FPA. O temor é de que o quadro de endividamento acabe afetando ainda mais a tomada de crédito do produtor rural para a próxima safra, o que impactaria na produção e, consequentemente, na inflação de alimentos.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Veja também:</strong></p>
<p><a href="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/06/17/comissao-mista-reage-a-alta-das-importacoes-e-aprova-mudancas-nas-regras-para-o-cacau/">Comissão mista reage à alta das importações e aprova mudanças nas regras para o cacau</a></p>
<p><a href="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/06/10/senado-aprova-projeto-de-socorro-ao-endividamento-rural/">Senado aprova projeto de socorro ao endividamento rural</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Comissão mista reage à alta das importações e aprova mudanças nas regras para o cacau</title>
		<link>https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/06/17/comissao-mista-reage-a-alta-das-importacoes-e-aprova-mudancas-nas-regras-para-o-cacau/</link>
					<comments>https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/06/17/comissao-mista-reage-a-alta-das-importacoes-e-aprova-mudancas-nas-regras-para-o-cacau/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação FPA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 21:07:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política Agrícola]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A comissão mista do Congresso Nacional, responsável pela análise da Medida Provisória nº 1.341/2026, aprovou, nesta quarta-feira (17), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-SP), que altera as regras para a importação de cacau e busca proteger a produção nacional diante do aumento das compras externas. A proposta atende a uma demanda dos produtores brasileiros, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A comissão mista do Congresso Nacional, responsável pela análise da Medida Provisória nº 1.341/2026, aprovou, nesta quarta-feira (17), o relatório do senador <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Zequinha Marinho (Podemos-SP)</span></span>, que altera as regras para a importação de cacau e busca proteger a produção nacional diante do aumento das compras externas. A proposta atende a uma demanda dos produtores brasileiros, que vinham alertando para os impactos negativos das importações sobre o mercado interno.</p>
<p>Em seu parecer, o senador promoveu mudanças nas regras do regime de drawback, mecanismo que permite a importação de insumos com suspensão ou isenção de tributos para a produção de bens destinados à exportação. Pelo novo texto, o prazo de concessão do benefício fiscal foi reduzido para seis meses, com possibilidade de prorrogação por igual período.</p>
<p>Até a edição da <a href="https://www.congressonacional.leg.br/materias/medidas-provisorias/-/mpv/173052">MP 1.341/2026</a>, vigorava o prazo previsto pelo Decreto-Lei nº 1.722, de 1979, que permitia a utilização do benefício por até um ano, prorrogável por mais um. Na prática, a regra possibilitava até dois anos de isenção tributária para o cacau importado.</p>
<p>Segundo o relator, a extensão desse prazo vinha provocando distorções no mercado interno e prejudicando diretamente os produtores nacionais.</p>
<p>“Fomos procurados por produtores que relataram que as indústrias estavam importando e estocando cacau por longos períodos. Esse excesso de estoque contribui para derrubar o preço das amêndoas brasileiras”, afirmou.</p>
<p>Representante do Pará, maior produtor de cacau do país, Zequinha destacou que a medida busca reequilibrar a concorrência e fortalecer a produção nacional, sem inviabilizar a atividade industrial.</p>
<p>Com a aprovação na comissão mista, a medida provisória segue agora para análise dos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.</p>
<p><span style="font-size: 14pt"><strong>Risco sanitário preocupa o setor</strong></span></p>
<p>Além dos impactos econômicos, o aumento das importações de cacau também acende um alerta sanitário. Parte significativa das amêndoas importadas tem origem na Costa do Marfim, país que já registrou a ocorrência de doenças capazes de afetar a produção brasileira.</p>
<p>No início deste ano, o Ministério da Agricultura e Pecuária chegou a suspender temporariamente a importação de cacau africano após a identificação de focos do fungo causador da monilíase, doença considerada altamente destrutiva para a cultura cacaueira.</p>
<p>De acordo com a Associação Nacional dos Produtores de Cacau, o risco de disseminação da praga representa uma ameaça real ao setor produtivo nacional.</p>
<p><strong><span style="font-size: 14pt">Penalidades e mais transparência</span></strong></p>
<p>O relatório aprovado também estabelece novas sanções para empresas que descumprirem as regras do drawback. Entre as penalidades previstas estão a suspensão do acesso ao regime, a cobrança dos tributos que deixaram de ser recolhidos e a aplicação de multas.</p>
<p>Para o relator, as medidas são essenciais para coibir irregularidades, garantir uma concorrência mais equilibrada e assegurar o uso adequado dos incentivos fiscais.</p>
<p>Outra inovação do texto é a obrigatoriedade de divulgação trimestral de informações sobre o volume e o valor das exportações vinculadas ao regime de drawback no setor do cacau. A iniciativa busca ampliar a transparência e aprimorar o monitoramento das políticas públicas.</p>
<p>“A medida permitirá acompanhar a efetividade do regime, identificar tendências de mercado e realizar os ajustes necessários, além de garantir maior controle sobre a relação entre a matéria-prima importada e os produtos efetivamente exportados”, explicou o senador.</p>
<p><em>Com informações da assessoria.</em></p>
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		<title>Em semana de votação histórica, governo abre ofensiva contra medidas que ajudam produtor rural</title>
		<link>https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/06/11/em-semana-de-votacao-historica-governo-abre-ofensiva-contra-medidas-que-ajudam-produtor-rural/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação FPA]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 20:03:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política Agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalhista]]></category>
		<category><![CDATA[Evair de Melo]]></category>
		<category><![CDATA[Jaime Bagattoli]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Lupion]]></category>
		<category><![CDATA[Pezenti]]></category>
		<category><![CDATA[Zé Vitor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O governo federal intensificou, nesta semana, uma ofensiva contra medidas de apoio à produção agropecuária no país. A investida mais recente foi o veto total ao Projeto de Lei 715/2023, conhecido como PL dos Safristas. A proposta garante que trabalhadores safristas integrantes do Bolsa Família não percam o benefício enquanto estiverem contratados temporariamente durante o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">O governo federal intensificou, nesta semana, uma ofensiva contra medidas de apoio à produção agropecuária no país. A investida mais recente foi o veto total ao Projeto de Lei </span><a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2349508"><span style="font-weight: 400">715/2023</span></a><span style="font-weight: 400">, conhecido como PL dos Safristas. A proposta garante que trabalhadores safristas integrantes do Bolsa Família não percam o benefício enquanto estiverem contratados temporariamente durante o período de safra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O </span><a href="https://www.in.gov.br/web/dou/-/despachos-do-presidente-da-republica-711432853"><span style="font-weight: 400">veto presidencial</span></a><span style="font-weight: 400"> foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (11). Na justificativa apresentada pelo Executivo a garantia da permanência dos safristas no programa “criaria despesa obrigatória de caráter continuado”. No entanto, o governo desconsidera ganhos que a medida traz, inclusive no sentido arrecadatório, como aponta o coordenador da Comissão de Meio Ambiente da Frente Parlamentar da Agropecuária (</span><a href="https://fpagropecuaria.org.br/"><span style="font-weight: 400">FPA</span></a><span style="font-weight: 400">), </span><a href="https://www.camara.leg.br/deputados/161440"><span style="font-weight: 400">deputado Rafael Pezenti</span></a><span style="font-weight: 400"> (MDB-SC).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img decoding="async" class=" wp-image-32177 alignleft" src="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/04/Dep.-Pezenti-150x150.jpg" alt="Dep. Pezenti" width="125" height="125" srcset="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/04/Dep.-Pezenti-150x150.jpg 150w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/04/Dep.-Pezenti-75x75.jpg 75w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/04/Dep.-Pezenti-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 125px) 100vw, 125px" />“É bom para os trabalhadores safristas porque eles atuam na formalidade, amparados pela legislação. É bom para o governo porque passa a recolher tributo sobre esses contratos”, destacou. O projeto garante aos safristas acesso a direitos trabalhistas, como FGTS, INSS, férias e 13º salário, sem perda da proteção social. A medida estimula a formalização do trabalho no campo, amplia a renda dos trabalhadores e dá mais segurança jurídica às contratações temporárias durante a safra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img decoding="async" class="wp-image-32202 alignright" src="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/04/Pedro-Lupion-150x150.jpg" alt="Pedro Lupion" width="127" height="127" srcset="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/04/Pedro-Lupion-150x150.jpg 150w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/04/Pedro-Lupion-75x75.jpg 75w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/04/Pedro-Lupion-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 127px) 100vw, 127px" />“Nós estamos garantindo que aquele trabalhador temporário, de safra, possa ter a carteira assinada e garantir o benefício social”, lembrou o presidente da FPA, </span><a href="https://www.camara.leg.br/deputados/204395"><span style="font-weight: 400">deputado Pedro Lupion</span></a><span style="font-weight: 400"> (Republicanos-PR). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O texto aprovado pela Câmara dos Deputados contou com ampla articulação e, na votação realizada em maio, recebeu apoio até de partidos como o PSOL. Por isso, o veto causou estranheza na bancada, já que os principais beneficiados pela proposta são os próprios trabalhadores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32338 alignleft" src="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/04/Evair-de-Melo-e1777295722714-150x150.jpg" alt="Evair de Melo" width="126" height="126" srcset="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/04/Evair-de-Melo-e1777295722714-150x150.jpg 150w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/04/Evair-de-Melo-e1777295722714-300x300.jpg 300w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/04/Evair-de-Melo-e1777295722714-75x75.jpg 75w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/04/Evair-de-Melo-e1777295722714-350x350.jpg 350w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/04/Evair-de-Melo-e1777295722714.jpg 532w" sizes="(max-width: 126px) 100vw, 126px" />O relator da matéria na Câmara e coordenador da Comissão de Direito de Propriedade da FPA, </span><a href="https://www.camara.leg.br/deputados/178871"><span style="font-weight: 400">deputado Evair de Melo</span></a><span style="font-weight: 400"> (Republicanos-ES), criticou a decisão do governo. “O governo jamais poderia vetar um projeto que permite remunerar melhor os trabalhadores rurais sem que eles percam o acesso aos programas sociais. Vamos trabalhar para derrubar esse veto”, afirmou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-32358 alignright" src="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/04/Ze-Vitor-2-e1777413229202-150x150.jpg" alt="" width="127" height="127" srcset="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/04/Ze-Vitor-2-e1777413229202-150x150.jpg 150w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/04/Ze-Vitor-2-e1777413229202-532x536.jpg 532w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/04/Ze-Vitor-2-e1777413229202-75x75.jpg 75w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/04/Ze-Vitor-2-e1777413229202-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 127px) 100vw, 127px" />O autor da proposta inicial e coordenador Político da FPA, </span><a href="https://www.camara.leg.br/deputados/204517"><span style="font-weight: 400">deputado Zé Vitor</span></a><span style="font-weight: 400"> (PL-MG), comentou sobre outras vantagens que o projeto alcança. “Isso gera qualificação de mão de obra, aproximação das pessoas ao mercado de trabalho e garante segurança aos produtores rurais que possam empregar sem o risco de se manterem na clandestinidade ou na informalidade”, acrescentou.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32304 alignleft" src="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/04/Jaime-Bagattoli-1-150x150.jpg" alt="Jaime Bagattoli" width="127" height="127" srcset="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/04/Jaime-Bagattoli-1-150x150.jpg 150w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/04/Jaime-Bagattoli-1-75x75.jpg 75w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/04/Jaime-Bagattoli-1-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 127px) 100vw, 127px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">Segundo o vice-presidente da FPA, </span><a href="https://www25.senado.leg.br/web/senadores/senador/-/perfil/6340"><span style="font-weight: 400">senador Jaime Bagattoli</span></a><span style="font-weight: 400"> (PL-RO), o texto dá segurança para os trabalhadores e também incentiva a produção em diferentes partes do país. Uma das principais áreas que contratam safristas são as lavouras de frutas, devido ao aspecto sazonal das colheitas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Nós vamos fortalecer a fruticultura no Vale do São Francisco, a colheita de café no Espírito Santo, em Rondônia, Minas Gerais, a colheita de maçã, da cebola, ambas no Estado de Santa Catarina. Vamos resolver um problema em diversos estados”, pontuou o senador.</span></p>
<h2><b>Seguro rural e renegociação de dívidas também sofrem ataques</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Nesta semana, a proposta de renegociação de dívidas rurais foi aprovada pelo Senado, em uma votação considerada histórica e um passo importante para a reestruturação do crédito no setor. No entanto, o governo já sinalizou que pode vetar a medida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A posição acendeu um alerta entre parlamentares, que veem uma sequência de ataques a temas diretamente relacionados ao setor agropecuário. “Também nesta semana vem a notícia de que o projeto aprovado no Senado que trata da renegociação das dívidas dos agricultores, ele [Lula] irá vetar”, disse Evair de Melo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outro ponto de preocupação foi o anúncio do bloqueio de aproximadamente R$ 461 milhões no orçamento destinado ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), o que corresponde a quase metade dos recursos previstos. O bloqueio repete o drama observado no ano passado, no qual mais de R$ 500 milhões foram contingenciados, o que comprometeu a cobertura do seguro, atingindo o menor nível desde 2015.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Em menos de uma semana, o governo Lula bloqueou mais de R$ 460 milhões do Seguro Rural e vetou o PL dos Safristas”, criticou Pezenti. Apesar da ofensiva, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) deve se mobilizar para avançar com as pautas no Congresso Nacional e trabalhar pela derrubada dos vetos em Plenário.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Leia mais sobre o projeto dos safristas:</strong></p>
<p><a href="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/06/11/nota-oficial-veto-ao-projeto-dos-safristas-penaliza-trabalhadores-e-ignora-a-realidade-do-campo/">NOTA OFICIAL – Veto ao Projeto dos Safristas penaliza trabalhadores e ignora a realidade do campo</a></p>
<p><a href="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/05/19/vai-a-sancao-projeto-que-garante-beneficio-social-a-safristas/">Vai à sanção projeto que garante benefício social a safristas</a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/06/11/em-semana-de-votacao-historica-governo-abre-ofensiva-contra-medidas-que-ajudam-produtor-rural/">Em semana de votação histórica, governo abre ofensiva contra medidas que ajudam produtor rural</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://agencia.fpagropecuaria.org.br">Agência FPA</a>.</p>
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		<title>Senado aprova projeto de socorro ao endividamento rural</title>
		<link>https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/06/10/senado-aprova-projeto-de-socorro-ao-endividamento-rural/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação FPA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 22:54:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política Agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[Jaime Bagattoli]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Lupion]]></category>
		<category><![CDATA[Tereza Cristina]]></category>
		<category><![CDATA[Zequinha Marinho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os senadores deram aval para o projeto de lei (PL 5122/2023) que garante socorro aos produtores rurais endividados em todo o país. A proposta traz mecanismos para ajudar na repactuação das dívidas rurais e foi aprovada, nesta quarta-feira (10), no Plenário do Senado. Um dos instrumentos é a criação de uma linha especial com recursos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">Os senadores deram aval para o projeto de lei (PL <a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/169796">5122/2023</a>) que garante socorro aos produtores rurais endividados em todo o país. A proposta traz mecanismos para ajudar na repactuação das dívidas rurais e foi aprovada, nesta quarta-feira (10), no Plenário do Senado. Um dos instrumentos é a criação de uma linha especial com recursos do Fundo Social do Pré-Sal e de fundos constitucionais para dívidas das regiões Norte e Nordeste. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A proposição foi discutida novamente com o Ministério da Fazenda nesta tarde, porém não houve acordo, como relataram os parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e o relator da matéria, <a href="https://www25.senado.leg.br/web/senadores/senador/-/perfil/70">senador Renan Calheiros</a> (MDB-AL). Durante a votação, a vice-presidente da FPA no Senado, <a href="https://www25.senado.leg.br/web/senadores/senador/-/perfil/5736">senadora Tereza Cristina</a> (PP-MS), destacou que houve a tentativa de diálogo, porém, a equipe econômica não se sensibilizou. Apesar disso, ela destacou que ainda é possível ajustes, já que o texto retorna à Câmara dos Deputados (<a href="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/05/27/renegociacao-de-dividas-e-aprovada-em-comissao-do-senado-e-entra-na-reta-final-para-virar-lei/">entenda o que o projeto prevê</a>).</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32625 size-full aligncenter" src="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55327355586_34c306680e_z.jpg" alt="Parlamentares" width="640" height="427" srcset="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55327355586_34c306680e_z.jpg 640w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55327355586_34c306680e_z-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Nós tentamos esgotar todos os pontos que eram preocupantes e hoje nós não estamos falando de um problema de eleição. Estamos falando de um segmento que carrega o Brasil que é a agricultura brasileira. E ela passa por um momento terrível: temos as commodities em baixa, juros em alta, plantamos uma safra com dólar a R$ 6 e estamos colhendo com dólar a R$ 5. Isso é mortal para os preços dos agricultores, fora o problema climático que o Rio Grande do Sul teve”, declarou a senadora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32621 alignright" src="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55115920169_c24e03bd04_z-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" srcset="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55115920169_c24e03bd04_z-300x200.jpg 300w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55115920169_c24e03bd04_z.jpg 640w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />O presidente da FPA, <a href="https://www.camara.leg.br/deputados/204395">deputado Pedro Lupion</a> (Republicanos -PR) também comentou sobre as tratativas: “Tentamos fazer com que o governo entendesse a necessidade disso”. Ele comemorou a aprovação simbólica no Senado e indicou que a bancada irá trabalhar para acelerar a análise na Câmara. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Uma vitória extremamente importante da possibilidade de renegociar as dívidas dos produtores rurais. São 10 anos para pagar e mais três anos de carência. Os fundos também foram envolvidos. São R$ 170 bilhões para a gente resolver o problema do endividamento dos nossos produtores “, disse. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400">Alterações garantem operações feitas até 2026</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">No texto final aprovado em Plenário, o relator acolheu algumas emendas e modificou a redação para abarcar, por exemplo, operações renegociadas ou prorrogadas até 30 de abril de 2026 e que estejam em situação de adimplência na data em que foi feita a contratação. Além disso, foi mantido o uso do Fundo Social e dos fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda, porém sem colocar um limite de valor. A utilização para a linha especial é autorizativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, as condições da linha especial foram mantidas:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">juros variando entre 3,5% e 7,5%, de acordo com o porte do produtor;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">limite de até R$ 10 milhões por beneficiário e de até R$ 50 milhões para cooperativas e associações;</span></li>
<li style="font-weight: 400"><span style="font-weight: 400">prazo de pagamento de até 10 anos, com três de carência, podendo chegar a um prazo final de 15 anos, em casos especiais. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-32622 alignleft" src="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55281665325_e9bf9dd0c1_z-150x150.jpg" alt="" width="129" height="129" srcset="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55281665325_e9bf9dd0c1_z-150x150.jpg 150w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55281665325_e9bf9dd0c1_z-75x75.jpg 75w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55281665325_e9bf9dd0c1_z-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 129px) 100vw, 129px" />“Esse projeto abrange todos os estados brasileiros. A maioria deles enfrenta problemas relacionados à capacidade dos produtores de liquidarem suas dívidas junto aos bancos. O que o governo precisa entender é que, se não resolvermos a situação dos produtores rurais ainda neste ano, poderemos ter um problema muito mais sério no próximo, em razão dos altos custos de produção da próxima safra”, afirmou o também vice-presidente da FPA, <a href="https://www25.senado.leg.br/web/senadores/senador/-/perfil/6340">senador Jaime Bagattoli</a> (PL-RO). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Outra novidade incorporada depois da discussão com a base governista foi um dispositivo para que as retiradas do Fundo Social não impactem recursos para educação e saúde. A medida já estava prevista, porém, foi reforçada no novo relatório. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-32623 alignright" src="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55327603284_5c6bf2cc9a_z-150x150.jpg" alt="" width="129" height="129" srcset="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55327603284_5c6bf2cc9a_z-150x150.jpg 150w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55327603284_5c6bf2cc9a_z-75x75.jpg 75w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55327603284_5c6bf2cc9a_z-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 129px) 100vw, 129px" />Já o coordenador da Comissão de Orçamento da FPA, <a href="https://www25.senado.leg.br/web/senadores/senador/-/perfil/3806">senador Zequinha Marinho</a> (Podemos-PA), afirmou que os benefícios com a pauta são maiores do que o impacto orçamentário. “Um projeto como esse vai impactar de alguma forma, mas o que ele vai trazer de resultado positivo é ainda maior. Não é gasto financeiro, é investimento num único setor da economia brasileira que tem mostrado que tem competência, que é forte, que é capaz. 52% de tudo que se exporta neste país provém do agro. Um terço dos empregos, quase 30% do PIB também provêm do agro”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32633 alignleft" src="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55265758256_9a8f551f85_z-150x150.jpg" alt="" width="120" height="120" srcset="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55265758256_9a8f551f85_z-150x150.jpg 150w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55265758256_9a8f551f85_z-75x75.jpg 75w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55265758256_9a8f551f85_z-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 120px) 100vw, 120px" />Segundo o coordenador da Comissão Trabalhista da FPA, deputado Afonso Hamm (PP-RS), a maior parte do processo foi superada. &#8220;Mais uma batalha vencida. Avançamos já 80%, graças aos colegas deputados, senadores e ao movimento de quem vive o drama dessa realidade, que são os produtores e agricultores. Esta é uma vitória importante, difícil e com vários autores&#8221;, declarou. </span></p>
<p><b>Veja o que disseram integrantes da FPA:</b></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32630 alignright" src="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55326457467_2214e39183_z-150x150.jpg" alt="" width="119" height="119" srcset="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55326457467_2214e39183_z-150x150.jpg 150w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55326457467_2214e39183_z-75x75.jpg 75w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55326457467_2214e39183_z-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 119px) 100vw, 119px" />“Quando não são as intempéries da natureza que vêm afetar o produtor rural brasileiro, é a crise global provocada pelo presidente dos Estados Unidos e as sobretarifas para todos os lados. Ninguém aguenta tanto sofrimento. É hora de nós, brasileiros, defendermos aqueles que produzem, que trabalham sol a sol e que carregam este país nas costas”, disse o </span><a href="https://www25.senado.leg.br/web/senadores/senador/-/perfil/5985"><span style="font-weight: 400">senador Nelsinho Trad</span></a><span style="font-weight: 400"> (PSD-MS).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32629 alignleft" src="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55327388541_e86c878401_z-150x150.jpg" alt="" width="119" height="119" srcset="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55327388541_e86c878401_z-150x150.jpg 150w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55327388541_e86c878401_z-75x75.jpg 75w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55327388541_e86c878401_z-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 119px) 100vw, 119px" />“Não é uma matéria da oposição, não é uma matéria da situação. Ela é uma matéria do Brasil, dos produtores, de quem bota comida na mesa, de quem está todo dia na lida. Vamos fazer, neste dia de hoje, justiça e espero que o governo ajude lá na Câmara e que a gente possa colocar mais rápido possível em prática”, destacou o </span><a href="https://www25.senado.leg.br/web/senadores/senador/-/perfil/5411"><span style="font-weight: 400">senador Weverton</span></a><span style="font-weight: 400"> (PDT-MA).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32628 alignright" src="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55327603254_13d469de54_z-150x150.jpg" alt="" width="119" height="119" srcset="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55327603254_13d469de54_z-150x150.jpg 150w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55327603254_13d469de54_z-75x75.jpg 75w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55327603254_13d469de54_z-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 119px) 100vw, 119px" />“Esse é o projeto que resgata o respeito e o reconhecimento que temos que ter com os produtores do nosso país. O nosso país só cresce às custas do agronegócio e da agricultura familiar, porque a nossa indústria está estagnada há muito tempo. Nós vamos aqui não fazer uma anistia de dívidas agrícolas. Estamos aqui propondo uma renegociação adequada”, enfatizou o </span><a href="https://www25.senado.leg.br/web/senadores/senador/-/perfil/5793"><span style="font-weight: 400">senador Dr. Hiran</span></a><span style="font-weight: 400"> (PP-RR).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32627 alignleft" src="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55326474912_97a83047b0_z-150x150.jpg" alt="" width="119" height="119" srcset="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55326474912_97a83047b0_z-150x150.jpg 150w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55326474912_97a83047b0_z-75x75.jpg 75w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55326474912_97a83047b0_z-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 119px) 100vw, 119px" />“No meu estado, Rio Grande do Sul, em sete safras, quatro foram frustradas pela seca e uma pela enchente. Este ano, tem gente sofrendo de novo. É difícil pagarem as contas. Juros e custos altos, além de preços baixos na comercialização. Pedimos ao governo que entenda essa posição para um setor extremamente importante”, disse o </span><a href="https://www25.senado.leg.br/web/senadores/senador/-/perfil/1186"><span style="font-weight: 400">senador Luiz Carlos Heinze</span></a><span style="font-weight: 400"> (PP-RS).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32631 alignright" src="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55326518532_16d0b8852e_z-150x150.jpg" alt="" width="119" height="119" srcset="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55326518532_16d0b8852e_z-150x150.jpg 150w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55326518532_16d0b8852e_z-75x75.jpg 75w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/55326518532_16d0b8852e_z-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 119px) 100vw, 119px" />“A crise no campo é séria e precisamos entender que, sem crédito adequado e seguro rural na próxima safra, seremos muito prejudicados. A queda da produção encarece os alimentos e produz inflação, afetando nossa economia. Por isso, é fundamental aprovarmos hoje o PL 5.122”, pontuou o </span><a href="https://www25.senado.leg.br/web/senadores/senador/-/perfil/4531"><span style="font-weight: 400">senador Jayme Campos</span></a><span style="font-weight: 400"> (União-MT).</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Leia mais:</strong></p>
<p><a href="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/06/10/entidades-do-agro-poderao-participar-de-regulamentacao-do-itr/">Entidades do agro poderão participar de regulamentação do ITR</a></p>
<p><a href="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/06/09/parlamentares-apresentam-proposta-de-r-27-bilhoes-para-equalizacao-de-juros-no-proximo-plano-safra-ao-mapa/">Parlamentares apresentam proposta de R$ 27 bilhões para equalização de juros no próximo Plano Safra ao MAPA</a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/06/10/senado-aprova-projeto-de-socorro-ao-endividamento-rural/">Senado aprova projeto de socorro ao endividamento rural</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://agencia.fpagropecuaria.org.br">Agência FPA</a>.</p>
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		<item>
		<title>CRA aprova regras para agilizar análise de passivos ambientais</title>
		<link>https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/06/10/cra-aprova-regras-para-agilizar-analise-de-passivos-ambientais/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação FPA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 20:15:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (10), o parecer favorável do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 6.531/2025, de autoria do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), ambos integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). A proposta cria um procedimento específico para a regularização ambiental de imóveis rurais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (10), o parecer favorável do senador <a href="https://www25.senado.leg.br/web/senadores/senador/-/perfil/3806">Zequinha Marinho</a> (Podemos-PA) ao <a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/172169">Projeto de Lei 6.531/2025</a>, de autoria do senador <a href="https://www25.senado.leg.br/web/senadores/senador/-/perfil/4560">Sérgio Petecão</a> (PSD-AC), ambos integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). A proposta cria um procedimento específico para a regularização ambiental de imóveis rurais com passivos relacionados ao cumprimento do Código Florestal, estabelecendo instrumentos e prazos para a análise dos processos pelos órgãos ambientais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O texto cria uma rota mais clara e previsível para produtores rurais que desejam regularizar sua situação ambiental, para permitir a celebração de termos de compromisso destinados à cessação da irregularidade, à reparação dos danos ambientais e ao retorno da propriedade à conformidade com a legislação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A proposta foi apresentada em meio a discussões sobre a morosidade de processos administrativos ambientais em diferentes regiões do país. Segundo a FPA, a demora na análise de procedimentos de regularização tem gerado insegurança jurídica e dificuldades para o acesso ao crédito rural, renegociação de financiamentos e realização de investimentos produtivos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Relator da matéria, o senador Zequinha Marinho afirmou que o projeto dá maior previsibilidade aos processos administrativos sem reduzir as exigências ambientais previstas em lei.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Estamos criando uma rota de regularização ambiental com regras claras, prazos definidos e respeito à legislação vigente. O projeto oferece mais previsibilidade para quem deseja se adequar às normas ambientais, sem afastar a responsabilização administrativa, civil ou penal quando houver irregularidades”, afirmou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Pelo texto aprovado, o produtor poderá manifestar interesse na celebração de um termo de compromisso junto à autoridade ambiental. A proposta estabelece prazo para que o órgão responsável analise o pedido e apresente uma solução administrativa ou decisão fundamentada sobre a viabilidade da regularização.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Durante a tramitação na comissão, o relator apresentou emendas para aprimorar o projeto. Entre as alterações, estão a integração do procedimento com instrumentos já previstos no Código Florestal, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e os Programas de Regularização Ambiental (PRA), além da definição de conteúdo mínimo para os termos de compromisso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O parecer também reforça que a eventual suspensão de determinados efeitos econômicos decorrentes das medidas administrativas não implica regularização automática da área nem afasta a aplicação de multas ou a responsabilização civil e penal dos infratores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“O relatório aprimora a proposta ao reforçar a segurança jurídica e delimitar de forma clara as hipóteses de aplicação da norma. Ao mesmo tempo, preserva integralmente os mecanismos de proteção ambiental e a responsabilização daqueles que descumprirem a legislação”, disse Zequinha.</span></p>
<p><span style="font-size: 14pt"><b>Regularização ambiental</b></span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Autor da proposta, Sérgio Petecão afirmou que o projeto enfrenta um problema recorrente dos produtores que buscam regularizar passivos ambientais, mas encontram dificuldades decorrentes da morosidade na análise dos processos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Muitos produtores enfrentam dificuldades causadas pela demora na análise dos processos administrativos. O projeto cria instrumentos objetivos para a regularização ambiental, preservando a proteção ao meio ambiente e garantindo mais segurança jurídica para quem quer produzir dentro da lei”, afirmou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O texto também deixa expresso que os mecanismos previstos não poderão ser aplicados a atividades consideradas intrinsecamente ilícitas, como garimpo ilegal, ocupação irregular de terras públicas, grilagem, desmatamento em terras indígenas ou em unidades de conservação.</span></p>
<p><span style="font-size: 18pt"><b>Próximos passos</b></span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Aprovado em decisão terminativa na Comissão de Agricultura, o projeto seguirá para a Câmara dos Deputados, caso não seja apresentado recurso para votação no plenário do Senado.</span></p>
<p><strong> Leia mais<br />
</strong><a href="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2023/05/16/senado-altera-prazo-para-aderir-ao-programa-de-regularizacao-ambiental/">Senado altera prazo para aderir ao Programa de Regularização Ambiental</a><strong><br />
</strong></p>
<p><a href="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2022/12/26/prazo-para-inscricao-no-programa-de-regularizacao-ambiental-pra-e-alterado/">Prazo para inscrição no Programa de Regularização Ambiental (PRA) é alterado</a></p>
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		<title>Comissão aprova regularização de ocupações de boa-fé em florestas públicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação FPA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 17:54:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política Agrícola]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (10), o Projeto de Lei nº 4.745/2025 que estabelece regras para a regularização fundiária de ocupações de boa-fé em Florestas Públicas Não Destinadas da União. A proposta, de autoria do deputado Lúcio Mosquini (MDB-RO), recebeu parecer favorável da deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO). Ambos integram [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (10), o <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=3006998&amp;filename=PL%204745/2025" target="_blank" rel="noopener">Projeto de Lei nº 4.745/2025</a> que estabelece regras para a regularização fundiária de ocupações de boa-fé em Florestas Públicas Não Destinadas da União. A proposta, de autoria do <a href="https://www.camara.leg.br/deputados/178954">deputado Lúcio Mosquini (MDB-RO)</a>, recebeu parecer favorável da <a href="https://www.camara.leg.br/deputados/220572">deputada Marussa Boldrin</a> (Republicanos-GO). Ambos integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O projeto preenche uma lacuna da Lei nº 11.952/2009 ao permitir a titulação de produtores rurais instalados em áreas públicas sem destinação formal, sobretudo na Amazônia Legal. Segundo os defensores da proposta, a ausência de mecanismos específicos de regularização para essas áreas mantém milhares de produtores em situação de insegurança jurídica, dificultando o acesso a crédito rural, seguro agrícola e outras políticas públicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com dados apresentados durante a discussão da matéria, as Florestas Públicas Não Destinadas somam cerca de 63 milhões de hectares no país, dos quais aproximadamente metade pertence à União. Parte dessas áreas é ocupada por produtores que desenvolvem atividades agrossilvipastoris, de subsistência ou utilizam os imóveis como moradia habitual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Relatora da proposta, Marussa afirmou que a regularização fundiária é uma ferramenta para promover segurança jurídica e ampliar a capacidade do Estado de monitorar o uso da terra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“A insegurança jurídica decorrente da ausência de titulação da terra representa um dos principais entraves ao desenvolvimento sustentável de diversas regiões do país. A regularização fundiária permite assegurar direitos aos ocupantes de boa-fé, promover o ordenamento territorial e fortalecer a governança sobre o uso da terra”, afirmou a deputada em seu parecer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O texto estabelece que a regularização dependerá de cadastro e análise da ocupação no Sistema de Gestão Fundiária (Sigef), integração com o Cadastro Ambiental Rural (CAR), vistoria técnica e cumprimento das exigências previstas na legislação ambiental. Os beneficiários poderão receber Título de Domínio ou Concessão de Direito Real de Uso (CDRU), observados os critérios estabelecidos pelos órgãos responsáveis pela política fundiária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A proposta também prevê restrições. Ficam excluídas da regularização áreas localizadas em unidades de conservação de proteção integral, terras indígenas demarcadas ou em processo de demarcação e regiões com conflitos fundiários reconhecidos pelos órgãos competentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Autor da matéria, Mosquini afirma que a iniciativa dá segurança jurídica a produtores que ocupam essas áreas há décadas, sem abrir espaço para novas ocupações irregulares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Muitos desses produtores vivem em situação de informalidade por falhas da legislação atual. O projeto estabelece critérios objetivos para reconhecer as ocupações legítimas, garantindo segurança jurídica sem abrir espaço para a grilagem de terras públicas”, disse o parlamentar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No parecer aprovado pela comissão, Marussa também argumenta que a titulação pode contribuir para fortalecer a fiscalização ambiental, ao permitir a identificação dos responsáveis pelas áreas ocupadas e facilitar o cumprimento das obrigações previstas no Código Florestal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O projeto ainda autoriza o Poder Executivo a instituir programas específicos de assistência técnica, apoio à produção e acesso ao crédito rural para os beneficiários da regularização.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A proposta segue agora para análise das comissões de Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais (CPOVOS); Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS); Finanças e Tributação (CFT); e Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).</span></p>
<p><strong>Leia mais<br />
</strong><a href="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/01/28/comissao-de-agricultura-aprova-projetos-que-avancam-na-regularizacao-fundiaria-e-no-georreferenciamento-rural-em-2025/">Comissão de Agricultura aprova projetos que avançam na regularização fundiária e no georreferenciamento rural em 2025</a><br />
<a href="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2025/12/09/regularizacao-em-faixa-de-fronteira-e-aprovada-por-310-votos-e-vai-a-sancao-presidencial/">Regularização em Faixa de Fronteira é aprovada por 310 votos e vai à sanção presidencial</a> <strong><br />
</strong></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/06/10/comissao-aprova-regularizacao-de-ocupacoes-de-boa-fe-em-florestas-publicas/">Comissão aprova regularização de ocupações de boa-fé em florestas públicas</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://agencia.fpagropecuaria.org.br">Agência FPA</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Entidades do agro poderão participar de regulamentação do ITR</title>
		<link>https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/06/10/entidades-do-agro-poderao-participar-de-regulamentacao-do-itr/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação FPA]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 14:04:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Tributária]]></category>
		<category><![CDATA[Alceu Moreira]]></category>
		<category><![CDATA[Sérgio Souza]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entidades nacionais representativas dos produtores rurais deverão ser consultadas em regulamentações relacionadas ao Imposto sobre a Propriedade Rural (ITR). A previsão está no Projeto de Lei 955/2026, que foi aprovado nesta quarta-feira (10) na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados. A proposta tem participação ativa da Frente Parlamentar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">Entidades nacionais representativas dos produtores rurais deverão ser consultadas em regulamentações relacionadas ao Imposto sobre a Propriedade Rural (ITR). A previsão está no Projeto de Lei </span><a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2607034"><span style="font-weight: 400">955/2026</span></a><span style="font-weight: 400">, que foi aprovado nesta quarta-feira (10) na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A proposta tem participação ativa da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). A autoria é do coordenador da Comissão Tributária da FPA, </span><a href="https://www.camara.leg.br/deputados/178933"><span style="font-weight: 400">deputado Sergio Souza</span></a><span style="font-weight: 400"> (MDB-PR), e relatoria na CAPADR do coordenador Institucional da bancada, </span><a href="https://www.camara.leg.br/deputados/160559"><span style="font-weight: 400">deputado Alceu Moreira</span></a><span style="font-weight: 400"> (MDB-RS).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O texto inclui na Lei 11.250 de 2005 um artigo que estabelece a participação dessas entidades quando houver regulamentações sobre o ITR que envolvam, por exemplo, mudanças de requisitos, de condições, e em decisões sobre lançamentos e operacionalização do imposto. Ainda conforme a proposta, essa participação é consultiva e deve ter representantes dos setores de produção rural, da agricultura familiar e do cooperativismo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O autor defende que a inclusão dessas entidades é uma “preocupação” que vem sendo observada nos últimos anos. Inclusive, no ano passado, foi feita uma solicitação para que a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) contribuíssem no Comitê Gestor do Imposto Territorial Rural (CGITR).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“A motivação da proposta decorre da constatação de que a atual sistemática de governança do ITR, embora relevante para a coordenação entre a União, os Municípios e o Distrito Federal, não contempla adequadamente a representação dos contribuintes diretamente afetados pela incidência e pela administração do imposto”, argumentou Sergio Souza. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O relator acatou o projeto integralmente e não sugeriu modificações no texto. No voto, Moreira lembrou que a medida não ultrapassa os limites do Poder Legislativo sobre o Poder Executivo de regulamentar esse imposto. Segundo ele, a iniciativa acrescenta contribuições diretas do setor para que o poder público possa decidir sobre o imposto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“Cumpre destacar, ademais, que a participação consultiva instituída pela proposição não interfere no atual fluxo decisório da administração tributária do ITR, nem subtrai competências dos órgãos federais responsáveis pela regulamentação, fiscalização, lançamento e cobrança do imposto”, comentou no relatório. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A matéria segue agora para a Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e depois para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). Caso os outros colegiados deem aval positivo, o projeto irá para o Senado Federal.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Veja também:</strong></p>
<p><a href="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/06/09/marco-regulatorio-para-ampliar-mercado-de-produtos-alimenticios-artesanais-avanca-na-camara/">Marco regulatório para ampliar mercado de produtos alimentícios artesanais avança na Câmara </a></p>
<p><a href="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/05/29/fpa-cobra-governo-por-suspensao-de-medida-antidumping-contra-leite-do-mercosul/">FPA cobra governo por suspensão de medida antidumping contra leite do Mercosul</a></p>
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		<item>
		<title>Marco regulatório para ampliar mercado de produtos alimentícios artesanais avança na Câmara </title>
		<link>https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/06/09/marco-regulatorio-para-ampliar-mercado-de-produtos-alimenticios-artesanais-avanca-na-camara/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação FPA]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 21:18:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Daniel Agrobom]]></category>
		<category><![CDATA[José Medeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Marco Regulatório]]></category>
		<category><![CDATA[Produtores de alimentos artesanais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Produtores de alimentos artesanais poderão ter mais facilidade para comercializar seus produtos em diferentes estados e ampliar a visibilidade no mercado internacional com a aprovação do Projeto de Lei 2775/2019, que atualiza as regras para circulação, comercialização, fiscalização e inspeção de produtos alimentícios artesanais produzidos no Brasil.  De autoria do deputado José Medeiros (PL-MT) e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Produtores de alimentos artesanais poderão ter mais facilidade para comercializar seus produtos em diferentes estados e ampliar a visibilidade no mercado internacional com a aprovação do Projeto de Lei <a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2200914">2775/2019</a>, que atualiza as regras para circulação, comercialização, fiscalização e inspeção de produtos alimentícios artesanais produzidos no Brasil. </span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">De autoria do deputado <a href="https://www.camara.leg.br/deputados/204472">José Medeiros (PL-MT)</a> e relatado pelo deputado <a href="https://www.camara.leg.br/deputados/220571">Daniel Agrobom (PSD-GO)</a>, ambos integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o projeto foi aprovado nesta terça-feira (9) pela Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados. A proposta adequa a legislação à realidade dos pequenos produtores, reduz entraves regulatórios, amplia o acesso a mercados e fortalece cadeias produtivas de grande relevância econômica para estados e municípios. </span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Entre as principais mudanças, o texto altera a Lei nº 1.283/1950 para permitir expressamente a comercialização interestadual de produtos artesanais submetidos à fiscalização de órgãos de saúde pública dos estados, municípios, Distrito Federal ou consórcios públicos. </span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Segundo o autor da proposta, a legislação vigente apresentava lacunas ao tratar produtos artesanais dentro de um marco regulatório originalmente concebido para a inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal. </span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Para José Medeiros, era necessário criar regras compatíveis com as características específicas da produção artesanal. O parlamentar destaca que esses empreendimentos operam em escala reduzida e utilizam métodos tradicionais ou regionais de produção, o que exige tratamento regulatório diferenciado em relação às agroindústrias.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">O relator Daniel Agrobom ressaltou que, ao longo da tramitação, houve avanços normativos importantes que tornaram mais adequada a atualização da legislação existente, em vez da criação de um novo regime jurídico paralelo.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Segundo ele, o objetivo é ampliar o alcance comercial dos produtos artesanais, reconhecer a aptidão da fiscalização municipal e garantir maior integração desses produtores aos mercados consumidores, preservando a segurança sanitária e a identidade dos produtos. </span></p>
<h2 style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Reconhecimento da fiscalização municipal</span></h2>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Um dos principais avanços do texto é o reconhecimento da fiscalização realizada por órgãos municipais de saúde pública como suficiente para viabilizar a comercialização interestadual dos produtos artesanais, desde que observadas as exigências do sistema oficial de inspeção.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Na avaliação do relator, a mudança fortalece a autonomia dos municípios e amplia as oportunidades de comercialização para pequenos empreendedores rurais e agroindústrias artesanais, sem comprometer os padrões sanitários exigidos pela legislação.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">O autor da proposta defende que a fiscalização leve em conta a escala de produção e os métodos tradicionais empregados pelos produtores artesanais. Para Medeiros, o reconhecimento da inspeção municipal representa um avanço para garantir maior competitividade ao setor, com manutenção da segurança sanitária dos alimentos.  </span></p>
<h2 style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Participação em feiras e concursos internacionais</span></h2>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Outro ponto relevante do projeto é a autorização para que produtos artesanais brasileiros participem de feiras, concursos e provas internacionais mediante procedimento simplificado de autorização pelo órgão federal competente.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">A medida atende a uma demanda apresentada durante a tramitação da proposta e amplia a visibilidade dos produtos brasileiros no exterior, fortalece sua reputação e cria novas oportunidades de negócios.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Na avaliação do autor, permitir a participação desses produtos em eventos internacionais é uma forma de ampliar oportunidades comerciais e reconhecer o valor agregado da produção artesanal brasileira. </span></p>
<h2 style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Valorização da produção artesanal</span></h2>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">O parecer destaca que a legislação federal já reconhece a importância dos produtos artesanais por meio do Selo Arte, instrumento que identifica alimentos produzidos com métodos tradicionais e boas práticas de fabricação.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Segundo Medeiros, a produção artesanal possui características próprias que justificam tratamento regulatório diferenciado. Além de gerar renda e empregos, a atividade preserva conhecimentos tradicionais e contribui para a manutenção das identidades culturais e produtivas de diversas regiões do país.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">Para Agrobom, o projeto aperfeiçoa esse marco regulatório ao atualizar a legislação de acordo com a evolução normativa dos últimos anos, evitando sobreposição de regras e garantindo maior segurança jurídica para produtores e consumidores.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-weight: 400">A proposta segue agora para análise da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.</span></p>
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		<title>Bancada articula para votar nesta semana endividamento rural e diferencial aos biocombustíveis</title>
		<link>https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/06/09/bancada-articula-para-votar-nesta-semana-endividamento-rural-e-diferencial-aos-biocombustiveis/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação FPA]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 19:28:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política Agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[Afonso Hamm]]></category>
		<category><![CDATA[Alceu Moreira]]></category>
		<category><![CDATA[Arnaldo Jardim]]></category>
		<category><![CDATA[Marussa Boldrin]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Lupion]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Westphalen]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Dois projetos devem movimentar os Plenários das Casas Legislativas nesta semana. Um deles é o Projeto de Lei 5.122/2023, que trata do endividamento rural. O texto está previsto para ser analisado nesta quarta-feira (10), no Senado Federal. As articulações têm ocorrido com o objetivo de mobilizar os senadores pela aprovação da proposta e também evitar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">Dois projetos devem movimentar os Plenários das Casas Legislativas nesta semana. Um deles é o Projeto de Lei <a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/169796">5.122/2023</a>, que trata do endividamento rural. O texto está previsto para ser analisado nesta quarta-feira (10), no Senado Federal. As articulações têm ocorrido com o objetivo de mobilizar os senadores pela aprovação da proposta e também evitar vetos por parte do Executivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“O que foi construído no Senado é algo viável, que para em pé. A gente precisa garantir isso. Então, peço o apoio de todos para que possamos avançar com esse texto. Isso é extremamente necessário. É o ponto número um dos produtores rurais do Brasil”, disse o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (<a href="https://fpagropecuaria.org.br/">FPA</a>), </span><a href="https://www.camara.leg.br/deputados/204395"><span style="font-weight: 400">deputado Pedro Lupion</span></a><span style="font-weight: 400"> (Republicanos-PR), durante a reunião-almoço da bancada nesta terça-feira (9).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O último parecer do projeto tem enfrentado resistência do Ministério da Fazenda e dos bancos. Entre os pontos questionados estão o uso de recursos de fundos, como o Fundo Social, e a inclusão de dívidas não bancárias. Lupion rebateu as críticas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Sobre os fundos, ele defendeu que a alternativa construída representa uma solução para um problema apontado desde o ano passado pela própria Fazenda: a falta de recursos primários para a renegociação das dívidas. Quanto à inclusão de dívidas não bancárias, Lupion destacou que é preciso olhar para a cadeia como um todo, já que parte do financiamento de uma safra não vem apenas dos bancos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“A dívida do produtor hoje não é só bancária. A gente tem a bancária, mas tem a dívida com o fornecedor, tem a dívida com a cooperativa, tem a com a cerealista, com a trader. Então, não tem como a gente deixar isso só na dívida bancária, isso não resolve o problema do produtor”, comentou.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-thumbnail wp-image-32585 alignright" src="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/Alceu-Moreira-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" srcset="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/Alceu-Moreira-150x150.jpg 150w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/Alceu-Moreira-75x75.jpg 75w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/Alceu-Moreira-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />Para o coordenador Institucional da FPA, </span><a href="https://www.camara.leg.br/deputados/160559"><span style="font-weight: 400">deputado Alceu Moreira</span></a><span style="font-weight: 400"> (MDB-RS), é importante ter um alinhamento para que a medida seja efetiva e não fique apenas no discurso. “É muito importante que não haja demagogia, oportunismo, nem gente querendo se colocar como mocinho e tratar os outros como bandidos. Porque de nada adianta aprovar uma proposta no Senado que não tenha o mínimo de acordo com o governo. Caso contrário, ele veta e nós não teremos o resultado esperado”. </span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-32584 alignleft" src="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/Pedro-Westphalen-e-Afonso-Hamm-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" srcset="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/Pedro-Westphalen-e-Afonso-Hamm-300x200.jpg 300w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/Pedro-Westphalen-e-Afonso-Hamm-768x512.jpg 768w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/Pedro-Westphalen-e-Afonso-Hamm-750x500.jpg 750w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/Pedro-Westphalen-e-Afonso-Hamm.jpg 799w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p><span style="font-weight: 400">Já o </span><a href="https://www.camara.leg.br/deputados/204406"><span style="font-weight: 400">deputado Pedro Westphalen</span></a><span style="font-weight: 400"> (PP-RS) lembrou da situação em que muitos produtores estão. &#8220;Não existe plano B. O produtor rural está efetivamente quebrado&#8221;. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Produtores do Rio Grande do Sul têm prometido uma mobilização em Brasília (DF) para pressionar pela votação. De acordo com o coordenador da Comissão Trabalhista da FPA, </span><a href="https://www.camara.leg.br/deputados/136811"><span style="font-weight: 400">deputado Afonso Hamm</span></a><span style="font-weight: 400"> (PP-RS), é preciso garantir os avanços alcançados no texto aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“O governo federal está preparando um substitutivo nos mesmos moldes daquele que tentou apresentar na CAE. Graças à firmeza do senador Renan Calheiros e dos demais senadores, inclusive do senador Jaime Bagattoli e da senadora Tereza Cristina, conseguimos aprovar a ampliação do texto”, destacou. </span></p>
<h2><b>Diferencial para biocombustíveis será incluído em projeto </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Outra proposta que está na pauta da bancada é o Projeto de Lei Complementar (PLP) </span><a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2618177"><span style="font-weight: 400">114/2026</span></a><span style="font-weight: 400">. O texto original garante o uso da arrecadação extra com a alta do petróleo para aplicar benefício fiscal sobre os combustíveis. A intenção é reduzir o custo do produto para o consumidor final, diante da elevação dos preços provocada pela escalada do conflito no Oriente Médio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-thumbnail wp-image-32586 alignright" src="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/Marussa-Boldrin-e1781033163342-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" srcset="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/Marussa-Boldrin-e1781033163342-150x150.jpg 150w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/Marussa-Boldrin-e1781033163342-75x75.jpg 75w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/Marussa-Boldrin-e1781033163342-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />Apesar da intenção, o projeto original não contemplava os biocombustíveis, o que pode ser considerado inconstitucional. A diferenciação competitiva entre etanol, biodiesel e combustíveis fósseis está prevista na Constituição. Por isso, o texto que deve ser apresentado pela relatora e vice-presidente da FPA para a região Centro-Oeste, </span><a href="https://www.camara.leg.br/deputados/220572"><span style="font-weight: 400">deputada Marussa Boldrin</span></a><span style="font-weight: 400"> (Republicanos-GO), incluirá essa garantia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">&#8220;O diferencial competitivo era uma demanda essencial e crucial para o setor do etanol e do biodiesel, para manter o diferencial do biocombustível em relação ao fóssil. E a gente conseguiu colocar isso&#8221;, afirmou Boldrin ao comentar sobre as negociações com o governo sobre o PLP. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-thumbnail wp-image-32587 alignleft" src="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/Arnaldo-Jardim-e1781033225691-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" srcset="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/Arnaldo-Jardim-e1781033225691-150x150.jpg 150w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/Arnaldo-Jardim-e1781033225691-75x75.jpg 75w, https://agencia.fpagropecuaria.org.br/wp-content/uploads/sites/2/2026/06/Arnaldo-Jardim-e1781033225691-350x350.jpg 350w" sizes="(max-width: 150px) 100vw, 150px" />Na mesma linha, o vice-presidente da FPA, </span><a href="https://www.camara.leg.br/deputados/141391"><span style="font-weight: 400">deputado Arnaldo Jardim</span></a><span style="font-weight: 400"> (Cidadania-SP), ressaltou que esse ponto não representa um benefício adicional aos biocombustíveis. “O parecer da relatora vai no sentido de recompor o diferencial. Não é favorecimento. É para que os biocombustíveis tenham condições de enfrentar essa questão”, defendeu. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A expectativa da bancada é de que o texto seja apreciado no Plenário da Câmara dos Deputados na próxima quarta-feira (10). Depois de aprovada, a proposição seguirá para o Senado.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Leia mais sobre o endividamento rural:</strong></p>
<p><a href="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/06/01/inadimplencia-aumenta-em-meio-a-tentativa-do-governo-de-barrar-renegociacao/">Inadimplência aumenta em meio a tentativa do governo de barrar renegociação</a></p>
<p><a href="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/05/27/renegociacao-de-dividas-e-aprovada-em-comissao-do-senado-e-entra-na-reta-final-para-virar-lei/">Renegociação de dívidas é aprovada em comissão do Senado e entra na reta final para virar lei</a></p>
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		<title>Parlamentares apresentam proposta de R$ 27 bilhões para equalização de juros no próximo Plano Safra ao MAPA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação FPA]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 17:58:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política Agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Lupion]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) participou, nesta terça-feira (9), de uma reunião com o ministro da Agricultura e Pecuária (MAPA), André de Paula. Na pauta, um dos pedidos feitos pela bancada foi que o aporte destinado à equalização dos juros no Plano Safra chegue a R$ 27 bilhões.  O atual programa conta com cerca [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">A Frente Parlamentar da Agropecuária (</span><a href="https://fpagropecuaria.org.br/"><span style="font-weight: 400">FPA</span></a><span style="font-weight: 400">) participou, nesta terça-feira (9), de uma reunião com o ministro da Agricultura e Pecuária (</span><a href="https://www.gov.br/agricultura/pt-br"><span style="font-weight: 400">MAPA</span></a><span style="font-weight: 400">), André de Paula. Na pauta, um dos pedidos feitos pela bancada foi que o aporte destinado à equalização dos juros no Plano Safra chegue a R$ 27 bilhões. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O atual programa conta com cerca de R$ 13,5 bilhões destinados à equalização de juros. Na prática, esse recurso permite que o crédito chegue aos produtores rurais com taxas mais acessíveis, ao cobrir a diferença entre os juros de mercado e aqueles efetivamente pagos no empréstimo. Esse instrumento também é utilizado em outras áreas estratégicas do país, como o incentivo ao desenvolvimento tecnológico e à infraestrutura.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Um dos pontos criticados pela FPA no modelo atual é a inclusão, pelo governo, de recursos privados no montante anunciado. Desde o ano passado, o Executivo passou a contabilizar no volume total do Plano Safra valores emprestados por meio da Cédula de Produto Rural (CPR), o que, na avaliação da bancada, mascara o real desempenho das linhas oficiais de crédito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Embora os balanços divulgados pelo MAPA indiquem aumento na contratação, os dados detalhados mostram queda em programas subvencionados. O Moderfrota e o Proirriga, por exemplo, recuaram 54,8% e 56,2%, respectivamente, na comparação com o ciclo anterior. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, a realidade enfrentada pelos produtores, marcada por margens comprimidas, aumento dos custos de produção, inadimplência e juros elevados, tem pressionado as operações de custeio. Por isso, outro pedido levado ao ministro André de Paula foi a criação de uma linha emergencial de custeio para o próximo ciclo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O presidente da FPA, </span><a href="https://www.camara.leg.br/deputados/204395"><span style="font-weight: 400">deputado Pedro Lupion</span></a><span style="font-weight: 400"> (Republicanos-PR), também fez um alerta sobre a necessidade de separar a discussão das dívidas rurais da elaboração do novo programa de crédito. “Nossa preocupação é que o endividamento não contamine o Plano Safra”, afirmou Lupion ao ministro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">De acordo com o MAPA, a previsão é que o anúncio ocorra no dia 1º de julho. Nos últimos dias, os bancos concluíram o envio das demandas necessárias para operacionalizar o crédito. Considerando os recursos equalizados, o montante solicitado chega a cerca de R$ 200 bilhões. Internamente, o ministério já sinaliza que esse valor dificilmente será alcançado por limitações orçamentárias, mas trabalha para ampliar o volume em relação ao ciclo atual, que ficou em torno de R$ 113 bilhões.</span></p>
<h2><b>Apoio político para projetos do seguro rural e da renegociação de dívidas </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Outros temas levados ao MAPA foram os pedidos de apoio aos projetos de lei </span><a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/169796"><span style="font-weight: 400">5.122/2023</span></a><span style="font-weight: 400">, que trata da renegociação de dívidas rurais, e </span><a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/164777"><span style="font-weight: 400">2.951/2024</span></a><span style="font-weight: 400">, que moderniza o seguro rural. A solicitação é que a pasta dê tração política às propostas dentro do governo, inclusive por meio de articulação com outros ministérios envolvidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Quanto ao endividamento, Lupion reforçou a posição da bancada diante da possibilidade de o governo apresentar uma medida alternativa. “Nós, como FPA, teremos uma resistência extremamente contundente caso venha uma Medida Provisória depois de tanta negociação”, disse. Segundo ele, “o agro está desesperado” diante do agravamento das dívidas no campo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Os parlamentares e o setor produtivo são contrários à edição de uma nova Medida Provisória para tratar do tema. A avaliação é de que reeditar esse caminho não resolve o problema e pode atrasar ainda mais uma solução efetiva para os produtores.</span></p>
<h2><b>Antidumping do leite </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Além dos temas relacionados ao crédito, ao seguro e às dívidas rurais, a reunião também serviu para alinhar outras preocupações da agropecuária brasileira. Uma delas foi a decisão de não aplicar medidas antidumping sobre a importação de leite em pó da Argentina e do Uruguai.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">“É algo que nos pegou com muita surpresa, porque houve o reconhecimento por parte do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) que há a prática de dumping do leite importado da Argentina e do Uruguai e a decisão foi simplesmente não fazer nada”, afirmou o presidente da FPA.</span></p>
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<p><strong>Veja também:</strong></p>
<p><a href="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/06/01/inadimplencia-aumenta-em-meio-a-tentativa-do-governo-de-barrar-renegociacao/">Inadimplência aumenta em meio a tentativa do governo de barrar renegociação</a></p>
<p><a href="https://agencia.fpagropecuaria.org.br/2026/05/27/seguro-rural-passa-pela-camara-e-abre-caminho-para-reestruturacao-do-programa/">Seguro Rural passa pela Câmara e abre caminho para reestruturação do programa</a></p>
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