A América Latina e a produção de proteína animal



Dilceu Sperafico*

O Brasil, o Paraná e o Oeste do Estado têm importância fundamental para a garantia de segurança alimentar da humanidade.

Conforme a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), o atendimento de demandas de alimentos, como nunca aconteceu, é hoje avanço de vital importância para o bem-estar da população do planeta.

A alimentação de qualidade, em quantidade e diversidade adequadas, segundo a organização, trata-se de direito elementar do ser humano, que necessita ser reconhecido, respeitado e atendido.

Além disso, a disponibilidade de proteína animal, ao lado da oferta de cereais, é também considerada fundamental para a segurança alimentar efetiva de toda a população mundial.

Considerando esses e outros fatores, a América Latina pode contribuir muito para a nutrição adequada da população mundial, pois a oferta de proteína animal tem cada vez maior relevância no continente.

A América Latina, vale destacar, detém a segunda maior produção mundial de carne, leite e ovos, com mais de 144 milhões de toneladas anuais, volume interior apenas ao da Ásia.

Na América Latina, somente o Brasil responde por 27 milhões de toneladas anuais de carne de frango, bovino e suíno, além de pescado, carne de peru, pato, ovino e caprino, derivados e subprodutos, e leite.

A produção brasileira de carne de frango soma 13,3 milhões de toneladas e as exportações 4,2 milhões de toneladas; a produção de carne bovina 10,1 milhões de toneladas e as exportações 1,5 milhão de toneladas; e a produção de carne suína 3,6 milhões de toneladas e as exportações 550 mil toneladas, por ano.

O Brasil ainda contribui com mais 34 milhões de toneladas de leite e mais de dois milhões de toneladas de ovos, atingindo a produção anual de mais de 62 milhões de toneladas de proteína animal.

Com esse desempenho, o País está entre os maiores produtores e exportadores de carne bovina, suína e de frango do planeta, com destaque para a cadeia produtiva do Paraná. No Estado, especialmente na produção e exportação de carne suína e de frango, o destaque fica com a Região Oeste.

No continente latino-americano, países como o Brasil, Argentina, Colômbia, Equador, Costa Rica e México, participam com 81,6% da produção global de proteína animal, que soma 118 milhões de toneladas anuais.

Conforme especialistas, as proteínas animais devem ser consumidas diariamente, para produzir defesas naturais, ganhar massa muscular, melhorar a circulação e calcificar os ossos. Por isso, a deficiência de proteína animal é considerada desnutrição e seus sintomas podem agravar-se e afetar todo o organismo.

Para estimular a expansão da atividade, promover os benefícios da proteína animal e fomentar seu consumo, associações e empresas desses países formaram o Conselho Latino-Americano de Proteína Animal.

Outros objetivos da organização são o combate à fome e à desnutrição e a proteção dos recursos naturais na produção sustentável de proteína animal.

Entidades brasileiras integrantes do conselho contribuem com esse processo multiplicando conhecimentos e tecnologias entre os produtores, que estão na base da cadeia produtiva de alimentos, para que produzam mais e melhor,

Em 2050, a população mundial deverá somar nove bilhões de pessoas e para alimentar este crescente contingente humano a produção anual de carne do planeta deve aumentar em 200 milhões de toneladas e  alcançar 470 milhões de toneladas.

 

*O autor é deputado federal pelo Paraná

E-mail: [email protected]

 

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