Fontes renováveis para geração de energia é tema de audiência pública no Senado



Foto: Letícia Carvalho/Assessoria Sérgio Souza

A Comissão Mista Permanente Sobre Mudanças Climáticas (CMMC), do Senado Federal, realizou na tarde desta terça-feira (31), audiência pública para debater as perspectivas da bioenergia e biocombustíveis no crescimento do Brasil. O requerimento para a realização da audiência foi do deputado Sérgio Souza (PMDB-PR), integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Dentre os pontos discutidos, a cadeia produtiva do biodiesel, o potencial de expansão da produção de etanol, a disponibilidade energética do biogás e biometano, e o Renovabio foram alguns dos destaques. Participaram do evento representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e de entidades do setor, como a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Eduardo Leão, diretor executivo da Unica, falou sobre a relevância econômica, social e ambiental do setor sucroenergético para o País. Segundo ele, o setor possui mais de 380 unidades produtoras, gera mais de 800 mil empregos formais e é responsável por US$ 40 bilhões do PIB. “Somos hoje a segunda maior fonte dentro da cadeia energética, atrás apenas das hidrelétricas. Desde 1975 o etanol já substituiu quase 400 bilhões de litros de gasolina. O Brasil é um dos países que tem as melhores matrizes energéticas renováveis do mundo”, destacou.

Mudanças climáticas –  O deputado Sérgio Souza destacou a realização da Convenção das Partes para o Clima (COP23) pela Organização das Nações Unidas (ONU) entre os dias 7 e 16 de novembro, em Bonn, na Alemanha. Segundo o parlamentar, a poucos dias da realização do evento, estudo recente do Observatório do Clima apontou a agricultura como principal responsável pelo aumento dos índices de poluição no Brasil.

Para ele, os investimentos no campo de inovação e combustíveis limpos mostram os esforços da produção agropecuária do País em contribuir para o crescimento de uma agricultura cada vez mais sustentável. “Não há nenhum país nas dimensões do Brasil que tem a responsabilidade ambiental que o nosso país tem, especialmente, do ponto de vista da conservação das florestas”, finalizou.

Aline Tavares

 

 

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