Ministério da Agricultura libera importação de café do Peru



Plantação de café. Foto: José Gomercindo / AENotícias

O Ministério da Agricultura publicou hoje (10/5), no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução nº 1, com data de 9 de maio de 2016, suspendendo a Resolução nº 3, de 20 de maio do ano passado em que libera “as importações de grãos verdes de café provenientes do Peru”, cuja decisão desagradou e motivou protestos de todos os deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

O presidente da entidade, Marcos Montes (PSD-MG), dividiu com os demais membros da entidade sua preocupação com essa liberação. “Esta decisão tem que ser reavaliada e vamos envidar todos os esforços para anulá-la”, reclamou. A seu ver, a medida repercutiu negativamente não só entre os membros FPA, como também no seio das dos órgãos que representam a cadeia produtiva da cafeicultura brasileira.

Covardia – “Trata-se de mais uma ação criminosa, uma covardia mesmo, contra o setor esta decisão do Ministério da Agricultura de voltar atrás e liberar a importação do produto do Peru. Esta inadmissível medida representa uma verdadeira ameaça aos nossos produtores que o governo federal decidiu adotar, justo agora no apagar das luzes”, protestou o deputado Evair de Melo (PV-ES), membro da FPA.

Carlos Melles (DEM-MG) engrossou o coro contra a medida: “Já tornamos público que a cafeicultura continua vivendo hoje as consequências de erros que se têm repetido ao longo de décadas e de séculos. Para o deputado, essa importação do Peru é mais um desses erros que o governo comete e que agrava a crise enfrentada pelos cafeicultores brasileiros, que pode representar desempregos no setor.”

Os deputados Silas Brasileiro (PMDB-MG), presidente executivo do Conselho Nacional do Café (CNC), e Zé Silva (SDD-MG), presidente da Frente Parlamentar da Extensão Rural, e dedicado à agricultura familiar, também condenaram a liberação das importações de café do Peru. Para Silas Brasileiro, não tem o menor sentido essa medida, é uma provocação ao nosso setor. Segundo Zé Silva, “uma crueldade com os nossos cafeicultores”.

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