FPA estabelece prioridades para candidatos à presidência da Câmara e cobra de Temer mudança no MMA



Em reunião-almoço com a presença de cerca de 30 deputados, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Marcos Montes (PSD-MG), anunciou nesta terça-feira (22) que a FPA está criando uma pauta de prioridades a ser apresentada aos candidatos à presidência da Câmara dos Deputados para o biênio 2017/2018. Montes acrescentou que a entidade pode, inclusive, discutir a viabilidade de lançar um nome para disputar o cargo.

Em outro assunto de destaque na reunião, Marcos Montes lembrou que a FPA tem dado total apoio ao governo desde o primeiro momento e, no entanto, o retorno que vem das bases do setor agropecuário é que o Ministério do Meio Ambiente tem feito de tudo para inviabilizar o desenvolvimento do setor produtivo rural. “Criam-se impasses e dificuldades para o financiamento agrícola, licenciamento ambiental, embargam-se áreas. Em resumo, se posicionando contra o processo produtivo. Que colaboração é essa?”, questionou Marcos Montes.

Para tratar deste problema, o presidente da FPA vai marcar uma audiência, na próxima semana, com o presidente Michel Temer a fim de mostrar a insatisfação com a atuação especialmente do ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, e com a presidente do Ibama, Suely Araújo. “O ministro Sarney Filho tem feito um trabalho contra o produtor rural brasileiro”, criticou Marcos Montes.

O deputado exemplifica com as dificuldades dos produtores de avançar os procedimentos do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para o Programa de Regularização Ambiental (PRA). Segundo Marcos Montes, existem situações absurdas como pessoas do governo passado que continuam em postos-chave do atual governo. “São pessoas de um governo passado, que não deu certo, com ações muito mais prejudiciais do que foi no passado. Aliás, nesta questão ambiental, já estamos até com saudades da ex-ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.”

Conselhão – Uma das reivindicações que a FPA fará ao presidente Michel Temer é assento no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o ”Conselhão”, formado atualmente por 96 integrantes da sociedade civil. “Não é justo que o segmento mais exitoso da economia brasileira, o setor produtivo rural, que hoje representa cerca de 25% do PIB nacional, 30% dos empregos e mais de 40% das exportações não seja representado no principal foro da presidência da República. Sem essa representação vamos nos sentir desprestigiados”, enfatizou Montes.

Segundo o presidente da FPA, são muitas as reclamações vindas de todo o País contra as ações do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama que estão trazendo insegurança jurídica ao setor rural. E essas ações são mais preocupantes por que contam com aliados de peso como o Ministério Público e ONGs nacionais e internacionais. “O campo oferece todas as condições necessárias para o Brasil sair dessa recessão, mas é preciso que o presidente Temer impeça o MMA de nos atrapalhar. Só assim os investimentos em infraestrutura voltarão”.

A reunião da FPA contou com as presenças do ex-ministro da Defesa, Aldo Rebelo, relator do Código Florestal, e do secretário de Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim.

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