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Novas tecnologias e desafios para o agro

FPA por FPA
5 de julho de 2016
em Artigos
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José Maria da Silveira*

Não é demais louvar o desempenho da agricultura brasileira nas últimas décadas. A combinação de disponibilidade de terras, empreendedorismo e ousadia do produtor rural, investimento público e privado em pesquisa e desenvolvimento e políticas públicas, que, embora erráticas, tiveram papel relevante, permitiu que o País se transformasse na potência agrícola que, sem dúvida, hoje é. A inovação – base do crescimento da agricultura – resultou de parcerias formais e informais entre organizações públicas de pesquisa e grandes corporações do setor, que transferiram, adaptaram e até desenvolveram tecnologia para o clima tropical. Parte do sucesso se deveu também a cooperativas e empresas, com suas redes de vendas e de assistência técnica. Palmas para o Brasil e para os brasileiros responsáveis por estas conquistas!

Silvio Crestana e Mauricio Lopes, respectivamente ex e atual presidente da Embrapa, têm alertado que, em um mundo movido por inovações cada vez mais rápidas e radicais, o sucesso no passado não é nenhuma garantia de sucesso no futuro. De fato, a agricultura está vivendo grandes transformações provocadas principalmente por desafios globais e mudanças institucionais relevantes que vêm sendo impulsionadas por pressões sociais relacionadas à qualidade (lato sensu) dos alimentos, às exigências ambientais, às relações de trabalho, à superação da pobreza rural e à inclusão social, assim como pelas próprias mudanças no meio rural, em particular as migrações e a maior interação campo-cidade. Mas é no âmbito da tecnologia e da inovação que as mudanças são mais radicais e ameaçadoras.

Há uma revolução da genética em curso: biologia sintética, edição de genes, genotipagem, uso generalizado de marcadores moleculares e biofortificação de produtos naturais que podem redefinir a competitividade dos países. A aplicação da tecnologia de informação, em particular o uso das informações armazenadas nos grandes bancos de dados e do GPS nos procedimentos mecanizados, a racionalização do uso de insumos, o rastreamento e monitoramento de processos produtivos, etc., estão se ampliando e terão implicações radicais sobre todas as etapas das cadeias de valor do agronegócio.

Todas essas inovações são baseadas em novas formas de gerar conhecimento científico e tecnológico, resultante de redes operando em escala global, envolvendo organizações públicas e privadas de pesquisa, empresas e ONGs, todas enquadradas em rígidos marcos institucionais que refletem os desafios globais mencionados. O fato é que as condições de produção estão sendo redefinidas e aquele que não for capaz de acompanhar as transformações corre o sério risco de perder o lugar.

Muito disto é bem conhecido por alguns estudiosos e líderes qualificados do agro brasileiro. Mas o sentimento é de que falta muito para que possamos atuar nas novas redes, enfrentar os desafios e desenvolver nosso potencial. Nossas universidades mais relevantes são paralisadas por greves irracionais e obscurantistas; instituições estaduais de pesquisa, ameaçadas pela falta de recursos e de visão de muitos governantes. Até a Embrapa está fragilizada pelo crescimento populista da última década, pela falta de foco e, principalmente, por uma governança refém da partidarização a que vem sendo submetida.

E o governo federal corta orçamento sem critério e amplia gastos com base em critérios duvidosos. A 20.ª conferência doInternational Consortium of Applied Bioeconomy Research(http://economia.uniroma2.it/icabr/conference-2016/) foi dedicada a discutir essas transformações em curso e os novos desafios para coordenar esforços e para evitar que a regulação se torne um obstáculo e não um fator favorável para a difusão de inovações. Apenas 4 acadêmicos brasileiros participaram. Será que estamos extasiados com nosso sucesso a ponto de só olhar para o nosso triste quintal? Ou já sabemos tudo e não precisamos nos preocupar com o futuro, que estaria garantido só porque repetimos que somos imbatíveis na agricultura e que o mundo precisa de nós para se alimentar?

*São professores do Instituto de Economia da Unicamp

Fonte: Estadão

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