A Frente Parlamentar da Agropecuária alerta que a rejeição de importantes emendas à MP 1.376/2026 pelo relator, Paulo Pimenta (PT-RS), mantém entraves que já vêm limitando o alcance da renegociação das dívidas rurais. As propostas corrigiam pontos que dificultam o acesso do produtor, como juros, prazos, limites, comprovação das perdas, garantias bancárias e funcionamento do fundo garantidor.
Os números mostram que a medida ainda está longe de responder à dimensão do problema. Até agora, foram contratados cerca de R$ 5,27 bilhões, em pouco mais de 43 mil operações, diante de um estoque de dívidas rurais superior a R$ 100 bilhões. Ao mesmo tempo, mais de 14 mil imóveis rurais foram levados a leilão em 2025, enquanto avançam a inadimplência, as recuperações judiciais e o comprometimento do patrimônio de famílias que vivem da produção.
A FPA seguirá mobilizada para recuperar a efetividade da medida no Congreso Nacional. O produtor rural precisa de juro viável, crédito que chegue, seguro que proteja, contrato que valha e garantias justas. Manter uma renegociação que não funciona na ponta é um risco para a agropecuária nacional e para o país.
Frente Parlamentar da Agropecuária


