O agronegócio brasileiro e os programas de combate à forme



 

Dilceu Sperafico*

Entre as tantas notícias negativas deste ano, também recebemos informações alentadoras, que reforçaram nossa confiança na capacidade e talento dos brasileiros para enfrentar e superar a atual e grave crise econômica, social e política.

Em outubro último, por exemplo, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), revelou que o Brasil tem reais condições de atingir a meta de erradicação da miséria até 2030.

Conforme dados da organização, o agronegócio brasileiro é o diferencial do País no esforço para cumprir o objetivo de superar a pobreza, apesar das dificuldades enfrentadas pela economia nacional.

Na avaliação da FAO, o Brasil tem competência e potencial para elevar e diversificar a produção agropecuária, estimular a agroindústria e gerar novos empregos, promovendo a expansão de atividades econômicas, no campo e nas cidades.

Prova disso é que graças ao fortalecimento do agronegócio nacional, com ampliação da oferta de alimentos de qualidade e a preços acessíveis, o Brasil foi retirado do Mapa da Fome da FAO ainda em 2013, após a  realização de estudo e elaboração de documento comprovando que naquele ano menos de 5% da população brasileira ainda viviam na pobreza extrema.

A boa notícia sobre as possibilidades do País na superação da miséria foram conhecidas durante as comemorações do Dia Mundial da Alimentação e Dia Internacional da Erradicação da Pobreza, em 16 e 17 de outubro último.

A informação, com toda a certeza, motivou ainda mais o agricultor nacional a continuar investindo na atividade agropecuária, como alternativa segura para contribuir cada vez mais para o desenvolvimento econômico e social do País.

Na verdade, as possibilidades de crescimento do agronegócio brasileiro são tão grandes, graças à extensão territorial, solo fértil, clima favorável e vocação dos produtores, que o País poderá ir além da eliminação da pobreza absoluta em seu território, até mesmo antes do prazo previsto.

Expandindo e diversificando a produção de alimentos e conquistando novos mercados, o País poderá também colaborar para a redução da miséria em outras nações, pois apesar dos avanços dos últimos anos, conforme a Organização das Nações Unidas (ONU), ainda existem quase 800 milhões de pessoas que passam fome no mundo.

A própria FAO reconhece que a redução da pobreza no Brasil tem sido constante desde a década de 90, até que em 2014, quando ficou abaixo da linha da fome. Para isso, segundo a organização, contribuíram programas como o da merenda escolar, beneficiando crianças e jovens com a complementação da alimentação de casa.

A profissionalização da agricultura familiar, como sabemos, contribuiu muito para esse programa, na medida em que diversificou e ampliou a produção de hortifrutigranjeiros, fornecendo merenda de qualidade e a preços acessíveis para as prefeituras.

Quando a aquisição de alimentos era feita em grandes distribuidoras, nem todos os municípios conseguiam atender as necessidades de toda a população escolar.

A abertura de mercado para os pequenos produtores locais, também resultou no fortalecimento da agricultura familiar, consolidando definitivamente essa parceria.

Obviamente, o aumento do poder de compra do salário mínimo e programas sociais de distribuição de renda também ajudaram na redução da pobreza, mas certamente não teriam os mesmos resultados se não houvesse alimentos acessíveis à toda a população.

*O autor é deputado federal pelo Paraná

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