Mais recursos para a agropecuária, defende a FPA



A divulgação do Plano Agrícola e Pecuário para a safra 2015/16 está prevista para a manhã do dia 3 de junho pela presidente Dilma Rousseff durante solenidade no Palácio do Planalto, com pompas e circunstância, como ocorre todos os anos. A expectativa dos deputados e senadores da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) é com relação ao volume de recursos e as taxas de juros a serem aplicadas nos diversos programas de financiamento tanto de custeio das lavouras quanto da comercialização e investimentos.

Esta preocupação foi demonstrada pelos membros da FPA quando o ministro da Fazenda Joaquim Levy esteve dia 5 passado na reunião-almoço da bancada ruralista para tratar do ajuste fiscal. Vale recordar que, na ocasião, os deputados e senadores condicionaram o apoio às medidas do ajuste financeiro contanto o setor produtivo rural não fosse prejudicado e as reivindicações do agronegócio fossem atendidas, pelo menos parte delas. Para tanto, haverá em breve um novo encontro com o ministro Levy para discutir o assunto.

Pauta – É intenção da direção da FPA apresentar ao ministro da Fazenda e à ministra da Agricultura, Kátia Abreu,  uma pauta de sugestões para o Plano Agrícola e Pecuário. Nela, constarão também os pleitos de várias entidades do setor produtivo rural. Uma das principais reivindicações é a adoção de políticas plurianuais, o que permitiria a contratação de crédito rotativo e renovável para permitir o financiamento automático de vários ciclos produtivos, compreendendo todo o conjunto das atividades da propriedade rural.

Para os membros da FPA, é importante que os juros não sejam fixados pelo governo a níveis superiores a taxas da inflação e que haja recursos suficientes para o financiamento do custeio das lavouras. Neste sentido, a expectativa é de que o volume de crédito a serem liberados para a nova safra seja elevado para R$ 220 bilhões, sendo R$ 190 bilhões para a agricultura comercial e R$ 30 bilhões para a agricultura familiar, de forma a contemplar  o aumento de custos de produção e de área plantada.

O presidente da FPA, deputado Marcos Montes (PSD-MG), espera que a Presidente Dilma Rousseff mantenha a política de taxas de juros diferenciadas. Segundo ele, embora se possa compreender a necessidade de ajuste fiscal nas contas oficiais é recomendável ter em conta que o agronegócio vem sustentando o crescimento da economia brasileira. “Penalizá-lo agora seria um opção de alto risco do governo, desestimulando o único setor que ainda proporciona resultados positivos para o país, embora prejudicado pela queda nos preços internacionais de seus principais produtos”.

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