A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) da Câmara dos Deputados elegeu, nesta quarta-feira (4), o deputado Cobalchini (MDB-SC) como presidente do colegiado, com 13 votos favoráveis dos 14 possíveis. O parlamentar afirmou que exercerá a presidência com previsibilidade, equilíbrio, sustentabilidade e responsabilidade com as próximas gerações.
“O Brasil é uma potência agropecuária e ambiental. Além disso, temos vocação natural para a construção de uma economia que pode conciliar preservação e produção. O agro brasileiro é responsável por grande parcela do PIB, das exportações e dos empregos, e precisamos reconhecer o esforço dos produtores rurais que cumprem a legislação e preservam áreas. O diálogo com o setor produtivo será permanente e proveitoso”, destacou.
Cobalchini acrescentou que o Brasil já é o país mais sustentável do mundo. Segundo ele, “daqui devem sair os conselhos para o mundo sobre como preservar”.
“Nós somos a referência e devemos ditar essas regras. O Brasil precisa ser respeitado no mundo, e os países precisam conhecer a verdade sobre a dedicação que nossos trabalhadores do campo e a sociedade têm em preservar o meio ambiente e, ao mesmo tempo, garantir a segurança alimentar mundial”, disse.
Trajetória
Em 2010, Cobalchini foi eleito deputado estadual pela primeira vez e, durante o mandato, ocupou os cargos de secretário de Estado da Infraestrutura e presidente do Conselho de Administração do Departamento de Transportes e Terminais (Deter). O parlamentar foi reeleito nas duas eleições seguintes, em 2014 e 2018, e, nas três ocasiões, foi o candidato mais votado de seu partido. Em seu último mandato, atuou como líder do governo na Assembleia e também como líder da bancada do MDB. Em 2022, elegeu-se deputado federal por Santa Catarina, com 98.124 votos.
No que diz respeito ao setor produtivo brasileiro, o parlamentar tem atuado em diversos temas, como no Projeto de Lei 3717/2023, que altera o art. 101 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para permitir a circulação de tratores e máquinas agrícolas mediante AET, nas mesmas condições aplicadas a veículos de carga. Cobalchini também foi um dos responsáveis por cobrar respostas do governo federal diante do agravamento da crise leiteira no país, ao solicitar audiências públicas e defender soluções emergenciais.
“Hoje, em Santa Catarina, o produtor recebe menos de R$ 2 por litro, enquanto o custo médio de produção chega a R$ 2,40. Isso é inviável”, afirmou à época. O parlamentar também defendeu ações imediatas, como a suspensão temporária das importações do Mercosul, auditorias sanitárias, compras públicas via Conab e ampliação do crédito subsidiado.
Cobalchini presidirá a comissão ao longo do próximo ano legislativo.



