A contribuição do agronegócio para a superação da crise



Dilceu Sperafico*

Se em 2015, apesar de todas as dificuldades, o agronegócio brasileiro bateu recordes de produção e exportação, neste ano de 2016 continua apresentando expectativas igualmente positivas para o enfrentamento da grave crise econômica, política, social e moral do País.

A agropecuária nacional vai prosseguir contribuindo decisivamente para o superávit da balança comercial, o controle da inflação, a geração de emprego, renda e a arrecadação de tributos.

Na safra de 2015, a produção de grãos atingiu 209,5 milhões de toneladas, superando em 7,7% a safra de 2014.

Para 2016, a previsão é de novo recorde, atingindo 210,7 milhões de toneladas, apesar de todos os desafios enfrentados pelos setores produtivos, como estiagens, enchentes, vendavais, tempestades de granizo e geadas prematuras, além de oscilações do mercado.

Mesmo enfrentando todas essas adversidades e imprevistos, a expectativa para o agronegócio é a melhor do que para todos os demais segmentos da economia nacional, incluindo a indústria, o comércio e o setor de prestação de serviços, neste e nos próximos anos.

Em 2016, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBPA), do  País deverá apresentar crescimento entre 2% e 2,5%, segundo a Associação Brasileira de Agribusiness (Abag). Já para o Produto Interno Bruto (PIB),  nacional a previsão é de retração de mais de 3,0% no ano.

No âmbito do agronegócio, a diversificação da produção, a consorciação da lavoura à pecuária e a transformação de proteína vegetal em proteína animal, se destacam na agregação de valores e na superação de desafios da economia nacional e internacional.

Em outras palavras, são a avicultura e a suinocultura as principais  alavancas dos segmentos produtivos para o renascimento econômico, financeiro e social do País.

Exemplo da extensão da contribuição de ambas as atividades para o enfrentamento da crise e a retomada gradual do desenvolvimento, está no Oeste do Paraná, onde diversas indústrias abatem milhões de frangos e dezenas de milhares de suínos diariamente, com carnes e derivados destinados ao abastecimento do mercado interno e exportação para mais de uma centena de países.

Prova disso é que o abate de suínos bateu recorde no País em 2015, ao mesmo tempo em que no mesmo período, o Brasil voltou a ser o 2º maior produtor de frangos do mundo.

Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a agroindústria nacional abateu 10,18 milhões de suínos no 1º trimestre de 2015 e a expectativa é que este desempenho seja ainda melhor em 2016.

Segundo estimativas de dirigentes de agroindústrias nacionais, a oferta de suínos para  abate deve superar 40 milhões de cabeças neste ano de 2016, ao mesmo tempo em que o setor avícola deverá consolidar o País como 2º maior produtor de frangos do mundo.

Para atingir essas metas, o Brasil terá de elevar o cultivo e a colheita de milho, pois o grão é matéria- prima fundamental para a produção de carnes e derivados.

Isso porque, apesar do agronegócio brasileiro ostentar o título de 2º maior exportador mundial do cereal, a agroindústria nacional, especialmente do Sul do País, também está importando o produto, para atender a demanda de rações para frangos, suínos e gado leiteiro.

No Paraná, medidas como a proibição da 2ª safra de soja, poderão contribuir para a elevação da oferta de milho, beneficiando o agronegócio e a população urbana e rural, do Estado e de todo o País.

 

*O autor é deputado federal pelo Paraná

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