O agronegócio do Paraná e a geração de emprego e renda



Dilceu Sperafico*

A contribuição do agronegócio ao bem-estar social e desenvolvimento econômico, no campo e nas cidades do Paraná, não se resume à produção, transformação, agregação de valores e exportação de alimentos.

Conforme o boletim anual do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgado recentemente, o Estado registrou recorde na geração de empregos formais na agropecuária em 2015, superando os últimos cinco anos, apesar da recessão econômica e crise política e moral do País.

Segundo o levantamento, apesar das dificuldades e expectativas negativas, o agronegócio paranaense chegou ao final de 2015 apresentando crescimento da geração e manutenção de empregos no setor primário, com 3.067 novos postos com carteira de trabalho assinada no período.

Conforme especialistas, o índice é 24% superior ao melhor resultado alcançado até então, em 2013, quando o Produto Interno Bruto (PIB), do Paraná registrou um dos seus melhores desempenhos desde 2010.

Segundo técnicos, a conjuntura econômica de 2013 era bem diferente da situação atual, pois naquele ano o Paraná criou 78.507 novas vagas de emprego formal, abrangendo atividades urbanas e rurais, ao contrário de 2015, quando foram eliminados 75.548 postos de trabalho.

Dessa forma, o desempenho da agropecuária em outros anos foi afetado pela situação nacional, o que não se repetiu em 2015, quando a influência da economia interna prevaleceu no comportamento do mercado de trabalho.

Prova disso é que, mesmo na recessão econômica do País, o Paraná bateu recordes na produção agropecuária, transformação de proteína vegetal em proteína animal, abate de frangos e suínos e exportação de grãos, carnes e derivados.

Conforme informações do Caged, o segmento que fez diferença na criação de empregos na agropecuária do Paraná em 2015, foi o setor pecuário ou a criação e abate de animais, com 1.227 novas vagas no período.

O volume de novos empregos foi o maior saldo positivo do segmento desde 2011, aparecendo em seguida as atividades de apoio à agropecuária, que geraram 1.070 novos empregos formais, resultado melhor do que o registrado em 2014.

Conforme especialistas, foram frigoríficos paranaenses os empreendimentos que geraram a maioria dos novos empregos no Estado, o que influenciou positivamente a cadeia produtiva da avicultura de corte.

Graças à força de seu agronegócio, o Paraná foi o Estado da Região Sul que gerou o maior número de empregos no setor agropecuário em 2015, fechando o ano com saldo positivo de 3.079 novos postos de trabalho.

No Oeste do Estado, especialmente em cidades como Toledo, Cascavel, Palotina, Medianeira, Matelância, Cafelândia e Marechal Cândido Rondon, os frigoríficos desempenharam papel ainda mais importante na geração de postos de trabalho, principalmente nas unidades voltadas à exportação de carnes de frango e suínos e derivados.

Já no Noroeste do Paraná foi a cultura da laranja que também gerou número expressivo de novos empregos, especialmente nos meses de junho e julho de 2015, durante a colheita e industrialização da fruta, contribuindo  para o bom resultado do agronegócio do Estado ao longo do ano.

Tais informações nos enchem de satisfação e mostram o acerto de nossa decisão de apoiar o agronegócio e o municipalismo, em todas as suas demandas, pois não há estratégia mais justa na defesa dos interesses da população paranaense e brasileira.

*O autor é deputado federal pelo Paraná

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