“INCRA é omisso e cúmplice do MST”, diz Nilson Leitão



Nesta quinta-feira (08) a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Regional (CAPADR), realizou audiência pública, a pedido do deputado Alfredo Kaefer (PSDB), membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), para discutir as consequências e as medidas a serem tomadas em relação a invasões em Quedas do Iguaçu, na Região Oeste do Paraná.

As terras pertencem ao Grupo Araupel que trabalha com reflorestamento e, nos últimos 20 anos foi alvo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) por pelo menos cinco vezes, a última em 6 de julho deste ano, gerando um prejuízo estimado em mais de R$ 9 milhões.

O Superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma grária (INCRA), no Estado do Paraná, Nilton Bezerra Guedes, que também representou o Ministério do Desenvolvimento Agrário na audiência, explicou como o órgão trabalha para resolver os conflitos.

Guedes foi interpelado pelo vice-presidente da FPA, deputado federal Nilson Leitão (PSDB), para o qual, o dever do Estado é de conhecimento de todos, resta que ele cumpra o seu papel.

“É preciso colocar o dedo na ferida. O INCRA é omisso e torna-se cúmplice do MST ao permitir a invasão de terras no Brasil. É preciso responsabilizar quem deixa que as invasões aconteçam. Buscar o diálogo depois da invasão não traz resultados. Se é pra sentar e conversar, que seja antes”, alertou.

O histórico de invasões do MST, a forma violenta como agem e o rastro de destruição que deixam nas áreas invadidas, levaram o deputado Nilson Leitão a buscar assinaturas para criar uma CPI na Câmara dos Deputados. O parlamentar quer levantar a realidade sobre o financiamento do movimento, uma vez que há muitas denuncias de desvio de finalidade de recursos públicos em favor de uma minoria, sem resultados práticos na reforma agrária.

“O MST tem suporte financeiro do governo, dinheiro público operacionalizado para bancar essa bandidagem de invasão”, disse o parlamentar.

Por fim, Leitão cobrou ações que devolvam a paz no campo, garantindo a segurança jurídica e o direito à propriedade.

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