​Árvores plantadas pelo setor agropecuário foram responsáveis pelo estoque de 1,69 bilhão de toneladas de dióxido de carbono



​Em 2014, os 7,74 milhões de hectares de árvores plantadas no Brasil foram responsáveis pelo estoque de aproximadamente 1,69 bilhão de toneladas de dióxido de carbono (tCO2), representando incremento de 1,2% em relação a 2013. “Para se ter uma ideia da relevância desse montante para o Brasil, o número equivale a um ano das emissões nacionais”, explica Camila Braga, assessora técnica da Comissão de Silvicultura e Agrossilvicultura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O estoque de carbono do setor é resultado dos ciclos de cultivos das arvores plantadas. “A cada ano, árvores são colhidas e plantadas, o que caracteriza um processo renovável que dá perenidade aos estoques de carbono ao longo do tempo”, conta a assessora técnica da CNA.

Segundo o Anuário da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ) de 2015, o setor florestal também estoca cerca de 2,40 bilhões de toneladas de Carbono (CO2) em Áreas de Preservação Permanente (APPs), Áreas de Reserva Legal (RL) e em Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).

A CNA e a IBÁ trabalham juntas para promover ações de desenvolvimento do setor de florestas plantadas no Brasil. Com relação aos estoques de carbono e combate às mudanças climáticas, ambas as instituições elaboraram uma lista de prioridades do setor para ser levada à 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-21), que acontece em dezembro, em Paris.

“A maior captação de carbono na agricultura vem das florestas. Os produtores rurais brasileiros já adotaram tecnologias diferenciadas de baixa emissão de carbono”, afirma João Martins, Presidente da CNA.

Árvores nas propriedades rurais

Além do estoque de carbono e interferência no clima, as árvores produzem alimento e possuem aplicações econômicas dentro do setor agropecuário. Essas aplicações econômicas da árvore nas propriedades rurais estão sendo pesquisadas pela CNA, em parceria com a Embrapa, no Projeto Biomas.

O Projeto Biomas é desenvolvido nos 6 biomas brasileiros: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.

Na Amazônia, o maior dos 6 biomas brasileiros, os 80 pesquisadores envolvidos no Projeto Biomas já plantaram 24 mil árvores nos primeiros 5 anos de pesquisa. “Estimamos plantar mais 50 mil árvores de 60 espécies no bioma Amazônia até 2017. Estamos mostrando, por meio da nossa pesquisa, o quanto a árvore é importante na área rural. Aos produtores rurais, demonstramos como utilizar a árvore da melhor maneira, para que eles obtenham retornos ambientais e econômicos”, explica Alexandre Mehl, coordenador regional do Projeto Biomas na Amazônia e também pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental.

Os primeiros resultados dos 5 anos de pesquisa na Amazônia foram apresentados aos produtores rurais no 1º Dia de Campo do Projeto Biomas, realizado no dia 19 de junho, na Fazenda Cristalina, em São Domingos do Araguaia, no Pará.

Veja como foi o Dia de Campo do Projeto Biomas na Amazônia:

Sobre o Projeto Biomas

O Projeto Biomas, iniciado em 2010, é fruto de uma parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com a participação de mais de quatrocentos pesquisadores e professores de diferentes instituições, em um prazo de nove anos.

Os estudos estão sendo desenvolvidos para viabilizar soluções com árvores para a proteção, recuperação e o uso sustentável de propriedades rurais nos diferentes biomas brasileiros.

O Projeto Biomas tem o apoio do SENAR, SEBRAE, Monsanto e John Deere.

Conheça o site do Projeto Biomas: www.projetobiomas.com.br

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