Agronegócio. Montes teme que governo provoque retrocesso



O deputado federal Marcos Montes (PSD-MG), presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou do painel de encerramento do 14º Congresso Brasileiro do Agronegócio, em SP, denominado “Segurança Alimentar e Renda”, fez um alerta ao comentar a atual crise econômica e política. “Temo que o Brasil, em função de um viés ideológico equivocado do Governo, provoque, no caso do agronegócio, um retrocesso que nos leve a perder todos os avanços e conquistas dos últimos 30 anos”, afirmou Montes. O deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), coordenador Institucional da FPA, participou da abertura do evento.

Para se evitar esse retrocesso, o parlamentar mineiro sugere que haja um maior engajamento do setor, com participação mais ativa nas atividades políticas. “Ouvi aqui que estamos num momento de definir se seremos vítimas ou protagonistas desse processo crítico que enfrentamos. Penso que devemos optar por ser protagonistas, pois hoje o agronegócio é a salvação do país. Ele está no ápice do desenvolvimento comercial, tecnológico e produtivo, mas temos de manter a mobilização para questões importantes como a das regulamentações trabalhistas, ambientais e sanitárias”, observou o presidente da FPA.

A maioria dos participantes do último painel concluiu que o médio prazo do agronegócio brasileiro ainda é de otimismo. “No ano passado, embora a crise já se manifestasse, nós plantamos e colhemos a maior safra de grãos de nossa história. Agora, em 2015, também devemos plantar a maior área já plantada. O PIB só cresceu por causa do agro e as exportações só continuam crescendo por causa do agro. Temos ainda muito que evoluir”, conclui o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, que participou do painel que encerrou o Congresso da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio).

O Código Florestal, aprovado com ampla discussão e certa polêmica, acabou se tornando um poderoso ativo para o agronegócio, tornando a sustentabilidade um importante insumo para o aumento da competitividade no campo. A avaliação foi feita pelo presidente da Abag, Luiz Carlos Corrêa de Carvalho, durante solenidade de encerramento do 14º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela entidade no dia de ontem (segunda-feira, 3), em São Paulo.

PROTAGONISMO – Ao fazer um balanço dos debates realizados no evento, Carvalho salientou a necessidade do Brasil celebrar acordos comerciais com países que sejam realmente importantes, acentuar seu papel de liderança e protagonismo no mundo e de desenvolver mecanismos de crédito que sejam condizentes com a realidade atual da produção agropecuária.

“Ficou claro, nas várias palestras e debates realizados aqui hoje, a necessidade de termos uma legislação trabalhista mais atualizada e adaptada às reais necessidades do setor. Da mesma forma, temos de desenhar um modelo de crédito rural diferente do que foi instituído há 50 anos, quando tínhamos outra realidade produtiva no país. Hoje, por exemplo, alguns produtores plantam e colhem até três safras por ano. Temos de ter, portanto, mecanismos de crédito mais ágeis”, comentou Carvalho.

O coordenador de Política Agrícola da FPA, Célio Porto, esteve presente no congresso da Abag. Ele fará aos parlamentares da entidade um relatório sobre as palestras e os debates ocorridos no evento.

(Com Assessoria da Abag)

Foto: Viviane Petroli/Agro Olhar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *