Marcos Montes defende redução do tempo de campanha e mudanças no horário eleitoral



Vice-líder da bancada do PSD na Câmara e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, o deputado federal Marcos Montes defende a redução do período das campanhas, e consequentemente do horário eleitoral no rádio e na televisão.

Ele vai, inclusive, apresentar a proposta através de emenda à reforma política que está tramitando na Câmara dos Deputados, e que pode ser votada ainda em maio – segundo declarações do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB/RJ). Criticando o que viu e ouviu nos programas eleitorais durante a campanha das eleições gerais de 2014, o parlamentar reflete que, além de alterações impostas através de legislação, “é preciso haver mudança conceitual por parte dos partidos, dos candidatos e dos profissionais contratados”.

Diz que nada justifica a “guerra” travada em alguns programas. Ele lembra que levantamentos feitos no ano passado mostraram que cerca de 70% dos telespectadores desligaram os aparelhos de TV ao longo do horário de propaganda eleitoral.  “Isso demonstra, por si só, a necessidade de mudanças urgentes” – ressalta.

Expectativas – Marcos Montes observa que, por onde passa, a reforma política tem sido assunto recorrente por parte do eleitorado, de lideranças dos mais variados segmentos e de eventuais pré-candidatos de 2016. “São grandes as expectativas sobre mudanças que possam acontecer, principalmente para as eleições de outubro do ano que vem” – destaca.

Além da redução do tempo de campanha e de alterações na programação do horário eleitoral, o vice-líder do PSD é favorável ao voto distrital, em que o parlamentar é eleito em um espaço geográfico limitado e por maioria simples de votos. “Além de ser um sistema comprovadamente eficaz nos países onde funciona, o voto distrital possibilita uma maior participação da população na política” – justifica.

Ele defende ainda, o fim da reeleição para cargos executivos e a coincidência de todas as eleições. Marcos Montes prega também, mudanças no financiamento de campanha. Defende o acirramento na fiscalização e a definição de teto para doações por parte de empresas privadas, por exemplo.

Giselda Campos

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