Seguro rural. Comissão de Agricultura cobra explicações sobre atraso



Produtores devem deixar de plantar trigo devido ao alto custo do prêmio e risco da cultura

Coordenador de Política Agrícola da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o deputado Roberto Balestra (PP-GO) quer saber do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, do ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, os reais motivos de tanto atraso na aprovação do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural para os cereais de inverno (aveia, centeio, cevada e trigo). Requerimento dele neste sentido foi aprovado hoje (22/4) na Comissão de Agricultura da Câmara Federal.

Balestra argumentou que os agricultores correm o risco de não terem acesso ao seguro rural para essas culturas neste ano, com agravante para os triticultores do Paraná que já iniciaram os plantios, estado responde por mais de 60% da produção nacional do cereal, de seis milhões de toneladas. Em maio é a vez do Rio Grande do Sul, segundo maior produtor, plantar. “Sem a subvenção do governo, o seguro agrícola dessas culturas é inacessível aos produtores, devido ao alto custo do prêmio, por serem lavouras de muito risco”, explicou.

Por falta de definições do governo federal, o mercado de seguro rural está paralisado nas principais regiões produtoras, explica o deputado. Na falta de uma decisão urgente, muitos produtores perderão a oportunidade de contratar o seguro para a safra de inverno. “Para se ter uma ideia da dimensão do problema, em 2014 cerca de dez mil produtores de trigo contrataram seguro com subvenção ao prêmio, o que totalizou a cobertura de 47% da área plantada em todo o Brasil, ou seja, 1,28 milhão de hectares cobertos com seguro”.

Devido às geadas e chuvas excessivas, 1,5 milhão de toneladas foram perdidas e o seguro minimizou os prejuízos dos agricultores, evitando recorrer a renegociações de suas dívidas. “Daí a importância do seguro para dessas lavouras, só que essa garantia deve ser anunciada bem antes de se iniciarem os plantios, mas, infelizmente, a burocracia é uma das pragas que ataca o campo, pois veja que até o momento o Comitê Gestor do Seguro Rural (PSR) ainda não definiu as regras para a subvenção do seguro para as culturas de inverno, o que já é uma calamidade”.

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