Caminhoneiros. Pela governabilidade do país, FPA defende diálogo



O comando dos caminhoneiros participou hoje (24) da reunião-almoço com os membros da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em Brasília, para pedir apoio ao movimento de paralisação que se alastra por rodovias de 11 estados produtores de alimentos perecíveis e grãos. Foi entregue aos parlamentares uma pauta com oito reivindicações, entre elas a redução dos preços dos combustíveis, sanção sem veto da lei dos motoristas, aprovada recentemente, e financiamento a juros favorecidos para transportadoras e caminhoneiros.

“Estamos praticamente há dez anos sem aumentos dos valores pagos a quem efetivamente transporta o produto. Por isso, nossa luta é para criação imediata  do frete mínimo, com gatilhos de reajuste automáticos todas as vezes que o custo que compõe o transporte rodoviário ultrapasse 5%”. Além dessa reivindicação, outra se destaca: uma carência de seis meses para qualquer dívida ou prestação junto aos agentes financeiros para todos os caminhoneiros e transportadores que têm registro na Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT).

O deputado Marcos Montes (PSD-MG), que hoje à noite toma posse na presidência da FPA, disse que o movimento dos caminhoneiros é justo, mas preocupante e grave, pois “já começa a afetar o abastecimento do país, atrasar as exportações, prejudicar as colheitas das lavouras e não se sabe até onde pode chegar as consequências dessa paralisação”. Ele disse, porém, que “nós da FPA, propomos o diálogo com o governo, defendemos as reivindicações desse segmento, mas acima de tudo propugnamos pela governabilidade do país”.

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